sábado, 27 de abril de 2013

Post 93 - Genealogia das Famílias de Barra Velha



Palestra proferida ontem, 
26 de abril de 2013, 
no Primeiro Seminário de Cultura 
de Barra Velha.


Havia um público muito bom!
Agradeço ao diretor de Cultura do município, professor Juliano Bernardes, pelo convite. Agradeço também pela homenagem recebida através das duas pequenas réplicas da Bandeiro do Divino Espírito Santo (fotos abaixo):







Seminário de Cultura de Barra Velha


Genealogia das famílias Barravelhenses – por Telmo José Tomio




Há 300 anos atrás, o nosso Estado chamava-se Província de Santa Catarina. Possuía 3 vilas: São Francisco, Desterro (a atual Florianópolis) e Laguna.

As três vilas fundadas por bandeirantes da Capitania de São Vicente: Nossa Senhrora da Graça do Rio São Francisco, Nossa Senhora do Desterro, e Santo Antônio dos Anjos da Laguna.


A população era formada por remanescentes das tribos indígenas, e por descendentes dos paulistas: bandeirantes e pessoas vindas da Capitania de São Vicente, que haviam fundado essas vilas e deixaram por aqui descendentes e outros que aqui fixaram residência.
O rei de Portugal temia perder essas terras para a Espanha. Diante disso e tendo em vista o inchaço populacional do Arquipélago dos Açores, pertencente ao Reino de Portugal, foi feita uma campanha para aumentar a população do Sul do Brasil, onde os casais açorianos que quisessem vir, receberiam terras e ajuda para aqui começarem uma nova vida.




Entre 1748-1756, vieram dos Açores para cá, 6000 pessoas, sempre em casais, com ou sem filhos. Chegavam à Ilha de Santa Catarina e dali eram direcionadas  para diversas freguesias, núcleos de colonização açoriana: Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, Nossa Senhora das Necessidades de Santo Antônio de Lisboa, Nossa Senhora do Desterro, Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão da Ilha, São João do Rio Vermelho, São Francisco de Paula de Canasvieiras, São José da Terra Firme, São Miguel da Terra Firme, Nossa Senhora do Rosário da Enseada de Brito.

Povoamento Açoriano em Santa Catarina - Final do Século XVIII
Dessas principais freguesias, se espalharam para o sul, São Joaquim de Garopaba, Vila Nova de Sant’Anna (Imbituba), Laguna, Imaruí, para a Província do Rio Grande de São Pedro até a Colônia do Sacramento (no atual Uruguai),  e para o norte, São Sebastião de Tijucas, Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Porto Belo (Ex Enseada das Garoupas), Santíssimo Sacramento de Itajaí, Penha do Itapocorói, Piçarras, Barra Velha, Araquari e também São Francisco.


As  freguesias do continente catarinense no final do  século XVIII.
(Na Ilha de Santa Catarina  há ainda outras freguesias)

A colonização alemã em SC iniciou-se em 1829, em São Pedro de Alcântara.  Em 1845, na atual Ilhota, naquela época ainda Itajaí, foi fundada a Colônia Belga. Em 1850, novos alemães de maiora pomerana se intalaram e fundaram a Colônia Dona Francisca (na região da atual Joinville). Em 1860, foi fundada a Colônia Itajaí (que é a atual cidade de Brusque), para onde foram alemães, na grande maioria, vindos de Baden). A partir de 1875, vieram os italianos e se instalaram na Colônia Itajaí-Principe Dom Pedro (Brusque, Botuverá, Nova Trento e parte de Gaspar). Instalaram-se também na Colônia Blumenau (Blumenau, Gaspar, Ascurra, Rio do Sul, Rio dos Cedros, Rodeio etc). Instalaram-se também no sul do Estado (Nova Veneza, Urussanga etc).  Em 1818 houvera uma tentativa de colonização italiana, em São João Batista. Era a Colônia Nova Itália. A colônia não deu certo, mas muitos imigrantes permaneceram na região.
De todas essas colonizações nós temos descendentes em Barra Velha nos dias de hoje. E de outros lugares mais...






Não faz sentido nós queremos conhecer as coisas, se não soubermos um pouco das nossas origens, da nossa história. O filósofo Sócrates, 600 anos antes de Cristo, usava uma sábia frase: Conhece-te a ti mesmo.


A genealogia quer nos ajudar a conhecer um pouco mais das nossas origens. Juntamente com a história, elas reconstroem as nossas memórias, para que possamos nos conhecer melhor, conhecer melhor as pessoas de nossa comunidade e, assim, planejarmos um futuro melhor.
Por isso é importante preservarmos os documentos antigos. É importante anotarmos nossas memórias, guardarmos as fotos e passarmos toda essa informação para as gerações futuras.

Fazendo um trabalho com meus alunos da Escola Conselheiro Astrogildo Odon de Aguiar, propus que cada um pesquisasse em casa e montasse sua árvore genealógica. Constatei com isso que, muitos não sabem quase nada além dos nomes dos avós. Não sabem a origem do sobrenome, não sabe de onde a família veio, não sabem porque vivem nessa região.
Então eu demonstrei aos alunos, que, montando a árvore genealógica e retrocedendo algumas gerações, bisavós, trisavós, tetravós, fica mais fácil de descobrirmos de onde vieram nossos ancestrais, além de descobrimos vários parentescos existentes entre colegas da mesma escola, do mesmo bairro, da mesma região.


Para construirmos a nossa árvore genealógica, devemos anotar nomes completos, datas e locais, começando por nós:
Eu – meus pais – avós paternos – avós maternos
Os 8 bisavós – se não souber a data certa, mas ao menos o lugar onde nasceu, onde morreu, pois, isso ajuda muito numa pesquisa. Depois temos os 16 trisavós, os 32 tetravós e por aí vai.



Página do Livro de Casamentos da Paróquia São Francisco Xavier, de Joinville - 1909
Os cartórios de registro civil, no Brasil, começaram a surgir com a Proclamação da República, em 1889. Antes disso, a Igreja tinha também a função de cartório: os padres eram responsáveis por anotar nos livros os nascimentos, os casamentos e as mortes das pessoas, e também os registros de terras. Esses livros antigos estão guardados nos Arquivos Históricos das Cúrias Diocesanas, ou Arquivos Históricos do Estado. A Sociedade Genealógica de Utah, dos Mórmons, também tem cópias de grande parte dos livros de registros. 

No Brasil, há vários grupos de pesquisadores que se dedicam à Genealogia. Eu faço parte de dois grupos: um do Rio de Janeiro, de caráter nacional, e outro aqui de Santa Catarina. Nós temos reuniões mensais e trocamos muitas informações sobre nossas pesquisas. Os pesquisadores que são associados têm cópias digitais desses livros, o que facilita muito a pesquisa. Por isso, quando a pessoa não consegue avançar em suas pesquisas, o ideal é pedir auxílio profissional de um pesquisador genealogista. Além de pesquisas profissionais, aquelas que as pessoas me contratam para montar a genealogia de uma determinada família, atualmente, eu estou  montando um livro com as genealogias de todas as famílias estabelecidas no nosso litoral norte, mais precisamente na foz do Itajaí, desde o rio Camboriú até a Barra Velha do Rio Itapocu, do litoral para o interior, do ano 1750 aproximadamente até cerca de 1880. Já estou há 6 anos nesse trabalho. Fiz a transcrição dos livros mais antigos da região, alguns sozinho e outros em mutirão, com grupos que eu coordeno, grupos de pesquisadores que ajudam a transcrever os dados que estão anotados nos livros. Fizemos vários de São Francisco, Araquari, Penha, Itajaí, Brusque, Barra Velha, Gaspar, Nova Trento, Porto Belo, Lagoa da Conceição, São José, Vila Nova de Santana, Imaruí, Camboriú, Paranaguá...


Os livros são de difícil leitura, pois, estão rasgados, desbotados, manchados, sem falar da escrita da época. Requer um pouco de treino, uma certa prática e familiaridade com o jeito que eram escritas certas letras naquela época. Acima, página do livro de óbitos de São Francisco do Sul - 1790.
Outra fonte de pesquisas são os livros de Cartório, as lápides de Cemitérios, e os livros que falam sobre colonização, imigração, história local. Artigos de jornais e entrevistas ajudam muito. O projeto Descortinando Histórias, do professor Juliano, é muito importante, ajuda muito.
Eu extrai do meu trabalho de pesquisa, os Sobrenomes que mais aparecem no Primeiro Livro de Batizados da freguesia de Barra Velha, a partir de 1862:


Alves  - Alves da Silva
Azevedo
Brenneisen
Borba – Borba Coelho
Borges
Caetano – Caetano da Silva
Cardoso – Cardoso da Silva
Carvalho
Chiuff
Coelho – Coelho da Rocha
Coelho de Magalhães
Cordeiro – Cordeiro de Souza
Correa – Correa da Silva – Silva Correa – Correia
Correa dos Santos
Costa
Cunha
Dias – Dias de Arzão
Dias – Dias Ribeiro
Dias – Dias da Silva
Duarte
Espindola
Fernandes – Fernandes da Maia – Fernandes Ortunho
Freitas
Furtado
Garcia
Goes – Antunes de Goes – Gois
Gonçalves – Gonçalves da Luz - Luz
Gonçalves – Gonçalves de Oliveira - Oliveira
Gonçalves – Gonçalves Nogueira – Nogueira
Gonçalves da Silva
Lopes
Lopes de Magalhães
Lopes de Moura – Moura
Lopes Ribeiro
Machado – Machado Gallo – Machado Maurício
Mello
Mendes
Miranda – Tavares de Miranda
Morais
Nunes
Oliveira
Pereira
Pinheiro
Ramos
Rosa
Santos
Silva
Silveira
Silveira da Costa
Siqueira – Tavares de Siqueira
Soares – Soares da Costa
Souza
Souza da Silva
Souza Machado
Souza Rosa
Souza Sarmento
Tavares – Tavares de Miranda – Tavares Coutinho
Vieira
Wachter – Walther



Nos livros posteriores ao primeiro, aparecem esses e  outros sobrenomes,  pois, as famílias migravam muito. Exemplo: a família Fagundes, do professor Cacá: tem registros  de 1820 em Itajaí, depois aparecem Luís Alves no final do século XIX, e aparecem em Barra Velha no século XX. 
A família Bernardes. No início do século XIX aparece em Camboriú e Itajaí. Por volta de 1890, um ramo da família migrou para São João do Itaperiú. Dali pra cá, começa a aparecer nos livros de Barra Velha. 
A família Borba. São todos descendentes do casal açoriano Antônio de Borba Cabral e Mônica Mariana. Eles vieram da Freguesia da Ribeirinha, na Ilha Terceira, Açores e se fixaram  primeiramente na freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, depois foram para São Miguel (na atual Biguaçu), e migraram  ainda antes de 1800 para a Praia Brava, em Itajaí. Um dos filhos desse casal açoriano se chamava Silvestre de Borba Coelho. Ele teve 13 filhos e morreu no dia 02 de março de 1819, na Praia Brava, em Itajaí. Alguns dos filhos de Silvestre se espalharam pelo nosso litoral. Encontramos Borba Coelho ou somente Borba em Itajaí, Navegantes, Piçarras, Barra Velha, Araquari, São João do Itaperiú, Luís Alves, Massaranduba, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Corupá, Joinville, São Francisco.
A família Coelho: muitos são descendentes dos Coelho de Magalhães. Outros, dos Coelho da Rocha. A família Coelho da Rocha veio da freguesia de Santa Bárbara, Ilha Terceira, Açores. Muitos hoje, são somente Coelho. Alguns são somente Rocha.  Essa família se instalou no final do século XVIII, ou seja, antes de 1800, na foz do rio Itajaí. José Coelho da Rocha foi o doador do terreno para a construção da primeira igreja do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição, em Itajaí, em 1823. Essa família também se espalhou, e está presente em toda a nossa região.
Um sobrenome que também aparece por aqui é Lamim. São todos descendentes da família Gonçalves Lamim, instalada há mais de 400 anos na região de São Francisco, e dali, espalhada por todo o nosso Estado.
Os Góes (Góis), a mesma coisa. São descendentes da família Antunes de Goes, que há 400 anos atrás já estavam presentes em Iguape e Cananéia.
Os Alves Marinho também são o mesmo caso. Quatro séculos na nossa região. O lugar forte de moradia deles sempre foi a freguesia do Senhor Bom Jesus do Paraty, atual Araquari. Dali se espalharam.
Muita gente de sobrenome Dias é descendente da antiga família Dias de Arzão.  João Dias de Arzão era sesmeiro do Rio Itajaí.  Dois filhos dele, de nomes João e Antônio morreram em Itajaí, um 1796 e outro 1797. Foram sepultados no Cemitério da Armação de Itapocorói. Essa família também se espalhou pela região. Muitos hoje são somente Dias, outros são Dias da Costa ou Costa, alguns são Aragão, Arrazão etc.
A família Brenneisen: o alemão João Jorge Frederico Brenneisen, que na Alemanha era Johann Georg Brenneisen (sem o Frederico), conforme pesquisa de Simone Brenneisen Foltran Mürner, residente na Alemanha (Frederico seria uma homenagem a um irmão que tinha morrido na guerra). O alemão João Jorge Brennaisen foi um mercenário do Imperador, que lutou nas guerras do sul (Guerra Cisplatina 1825-1828), e depois se estabeleceu em Barra Velha, conforme Aguinaldo Valentim Fidelis. O sobrenome Brennaisen aparece nos registros escrito de todas as formas possíveis, menos a correta. O sobrenome começa a aparecer corretamente quando o cartorário de Barra Velha era João Olegário da Silva, casado com Maria Úrsula Brenneisen. Depois da Guerra Cisplatina, Brenneisen veio para a região de Barra Velha e formou família com Maria Luciana Alves, filha de Joaquim Alves da Silva e Luciana Fernandes. 

Joaquim Alves da Silva nasceu aos 25 de julho de 1798, na Armação de Itapocorói, Penha, filho de José Alves Lourenço e Teresa Lopes. Ele era neto de Lourenço Alves, um português que morreu aos 13 de julho de 1792, no lugar onde morava, o Tabuleiro da Barra Velha, e foi sepultado também no Cemitério da Armação de Itapocorói. Sua mulher Anna da Silva de Jesus, que era avó de Joaquim Alves da Silva, morreu no Tabuleiro aos 15 de dezembro de 1810 e foi sepultada no Cemitério das Piçarras.
As famílias Alves da Silva e Brenneisen têm muitos descendentes nessa região.

Outras famílias muito antigas em Barra Velha são as famílias Luiz, Luiz Tavares e Luiz de Castro – que é uma única família, e a família Lopes de Moura, que hoje encontramos como Moura. A família Luiz é descendente de Domingos Luiz de Siqueira, de São Francisco, entrelaçada com Alves, vindos de Paranaguá. A família Lopes de Moura tem sua origem em São Francisco. Os registros de óbitos desses Lopes de Moura dos anos 1797 e 1840 dizem que eles moravam no lugar chamado Itapocu, também na nossa região.
A família Souza, em grande parte, é descendente dos Souza da Silva, que vieram da freguesia de São Miguel para trabalhar na pesca da baleia na Armação de Itapocorói. 
A família Cordeiro. Temos os Souza Cordeiro – hoje só Cordeiro, vindos de Paranaguá. Temos os Vieira Cordeiro – hoje só Cordeiro também, vinda da freguesia do Espírito Santo da Vila Nova, Ilha Terceira, Açores.
As famílias Espindola e Veiga, em geral, tem sua origem no açoriano Antônio Machado da Veiga, da Ilha Graciosa, Açores. Alguns filhos tiveram o sobrenome Machado da Veiga, e hoje só Veiga, e outros filhos tiveram o sobrenome Machado de Espíndola, hoje só Espindola. Existem aqueles também que são somente Machado.
As famílias Aguiar, Azevedo, Bernardes e Garcia vieram de Camboriú para essa região após 1880.
Descendentes dos escravos africanos também ficaram em nossa região, formando numerosas famílias. Muitas adotaram o sobrenome de seus antigos senhores: Caetano, Rosa, Coelho, Thomaz, Santos,  e também os sobrenomes Jesus e Conceição.
Encontrei em minhas pesquisas vários sepultamentos realizados no Cemitério da Lagoa de Barra Velha, o antigo cemitério.

Espero, em breve, poder contribuir com a história da região, através do livro que estou escrevendo. Ele vai ser um subsídio para que as pessoas possam continuar suas árvores genealógicas.
Obrigado!

Telmo José Tomio – genealogista, membro do Instituto de Genealogia de Santa Catarina (INGESC) e do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG-RJ). Barra Velha, 26 de abril de 2013.
Contatos: telmotomioosm@yahoo.com.br - (47) 9605-1220.

Assista ao vídeo da palestra: http://youtu.be/PQLoxfIIuX4

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Post 92 - Quem sou eu: Telmo José Tomio - autobiografia


Quem sou eu?

TELMO JOSÉ TOMIO 
professor, músico e genealogista catarinense


Nascido aos 12 de junho de 1973, em Itajaí, Santa Catarina. Filho de José Airton Tomio e Ivaci Nunes Alves Tomio. Tem dois irmãos: Anderson e Mariana.
É casado com Simone Jaqueline Dalsóquio Tomio.
Foi seminarista por 10 anos. Estudou Música – Composição e Regência, na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Graduou-se em Filosofia, com habilitação em Sociologia e História, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Pós-graduado – especialização em Psicopedagogia, pelo IFES-ICPG. Residiu em Buenos Aires, onde lecionou música e pesquisou genealogia.
É membro do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG – Rio de Janeiro) e do Instituto de Genealogia de Santa Catarina (INGESC). Servidor público do Magistério Estadual, concursado duas vezes, lotado na Escola de Educação Básica Conselheiro Astrogildo Odon de Aguiar e na Escola de Educação Básica David Pedro Espíndola, ambas em Barra Velha.
É maestro-regente do Coral Fratelli d’Itália, da Associação Italiana de Guaramirim e Paróquia Senhor Bom Jesus, de Guaramirim. Possui diversas composições musicais, muitas delas gravadas pela Paulus e Paulinas, e cantadas nas nossas Igrejas Católicas. Toca Órgão, Harmônio, Acordeão e Tuba.
Foi homenageado pelo prefeito e pelos dois padres da pequena cidade de Borgo Valsugana, Trento, Itália, cidade de onde veio o ancestral da família Tomio, pela grandiosa pesquisa genealógica realizada nos livros daquela paróquia desde o ano 1560.
Reside atualmente em Balneário Piçarras. Pesquisa genealogia há 16 anos e possui uma biblioteca particular com mais de 1300 livros de História, Colonização, Imigração e Genealogia.

Telmo Tomio e Simone Dalsóquio Tomio - Florianópolis - 2012


Trabalhos realizados na área de Genealogia e História:

  • Mais de 90 artigos publicados no blog Telmo Tomio – Genealogia e História, com mais de 71 mil acessos [ www.telmotomio.blogspot.com ]. Mantém também o site www.telmotomio.pro.br.
  • Artigo “Obituário Itajaiense”, com os primeiros óbitos contendo referência ao lugar Itajaí, a partir de 1791. Publicado no Anuário de Itajaí 2010.
  • Artigo “A Irmandade do Santíssimo Sacramento de Itajaí” – com resgate dos nomes de seus membros desde o ano de sua fundação, em 1830 – ou seja, 183 anos atrás. Publicado no Anuário de Itajaí 2012 (ainda no prelo).
  • Transcrição de dados dos Livros de Batismos, Casamentos e Óbitos da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí, de 1823 até 1880.
  • Transcrição de dados dos primeiros livros de Batismos, Casamentos e Óbitos da Capela de São João Batista de Itapocorói – Penha.
  • Coordenação e participação de mutirões de genealogistas que têm feito as transcrições de dados dos primeiros livros de Batismos de São Francisco, Araquari, Barra Velha, Penha, Luís Alves, Gaspar, Brusque, Camboriú, Porto Belo e São José.
  • Participação no mutirão de extração de dados dos livros de Batismo das Paróquias São João Batista – Lagoa – Rio de Janeiro, e Nossa Senhora da Conceição da Lagoa – Florianópolis.
  • Pesquisas citadas e referenciadas no Livro “Famílias de Brusque – Botuverá e Guabiruba”, de João Carlos Mosimann.
  • Pesquisas citadas e referenciadas no Livro “Botuverá – Nossa História, Nossa Gente”, de Pedro Luiz Bonomini.
  • Identificação dos imigrantes italianos, dos vapores e respectivos desembarques, daqueles que se instalaram na região de Brusque, Gaspar, Botuverá e Nova Trento.
  • Pesquisa genealógica das famílias açorianas de Imaruí, Vila Nova de Sant’Ana – Imbituba,  Tubarão e Laguna.
  • Genealogias das famílias Espíndola, Nunes da Silva e Rocha – da região Sul de Santa Catarina.
  • Genealogias de todas as famílias instaladas na região da foz do Itajaí, desde Camboriú até Barra Velha, do litoral ao interior, a partir de 1750 até 1880 aproximadamente, com incursões em Araquari, São Francisco, Porto Belo e Tijucas. (Trabalho em andamento, visando publicação).
  • Genealogias das famílias italianas de Botuverá, com incursões em Brusque, Gaspar e Nova Trento. (Trabalho ainda não publicado).
  • Genealogias particulares encomendadas e pesquisadas das seguintes famílias: Tomío, Assini, Gianesini, Censi, Melato, Colzani, Dalsóquio, Rampelotti, Maestri, Barni, Rezini, Bósio, Girardi, Stolf, Ferreira, Azevedo, Caresia, Ferreira de Mello, Imthurn, Müller, Souza da Silva, Borba Coelho, Coelho da Rocha, Veira Cordeiro, Souza Cordeiro, Machado de Espíndola, e outras.
  • Ensino da Pesquisa Genealógica e coleta de dados para alunos da rede pública Estadual em Corupá, Jaraguá do Sul, Itajaí e Barra Velha.



Telmo Tomio no Cemitério de Olle di Borgo Valsugana, Trento, Itália - terra dos seus ancestrais da família Tomio


Além de sua pesquisa visando à publicação, realiza pesquisas genealógicas particulares por encomenda.
Contato: telmotomioosm@yahoo.com.br – (47) 9605-1220.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Post 91 - São Telmo - Dia 15 de Abril - São Pedro Gonçalves Telmo

São Telmo - Dia 15 de Abril - São Pedro Gonçalves Telmo

Hoje, 15 de abril, é dia do meu patrono:  São Telmo! São Pedro Gonçalves Telmo, ou São Pedro Gonzales Telmo.

Pedro Gonçalves Telmo (em castelhanoPedro González Telmo) foi um sacerdotecatólico castelhano. Após ser presbítero canónico em Astorga, ingressou na Ordem dos Dominicanos, onde se distinguiu pela sua retórica e capacidade de pregação. Foi capelão do rei Fernando III de Leão e Castela antes de ser nomeado prior do Convento de São Domingos de Guimarães. É o santo padroeiro dos homens do mar e dos barqueiros[1], tendo cedo desfrutado de grande devoção popular. O Papa Bento XIVconfirmou o seu culto em 1714. É o santo padroeiro ainda da cidade de Tui e dadiocese de Tui-Vigo, onde se celebra a sua festa na segunda-feira da segunda semana da Páscoa. (Fonte: Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Gonz%C3%A1lez_Telmo)


Nos Açores, em Portugal continental, e na Espanha, são inúmeros templos dedicados a São Telmo. É padroeiro dos marujos, marinheiros, pescadores. Em Buenos Aires, perto do centro, no Bairro São Telmo, há uma grandiosa e belíssima Igreja dedicada a São Telmo. Eu gostava muito de ir até lá fazer minhas orações, semanalmente, nos anos de 2001 e 2002, que residi na Capital Argentina.
Em Recife, Pernambuco, a primeira igreja construída, nos primeiros anos de sua ocupação, localizava-se onde hoje é a avenida Marquês de Olinda, na altura dos números 11 e 55, seus fundos davam para a rua do Bom Jesus. Tinha à sua frente um largo, que tomava o nome de Corpo Santo. Foi construída, originalmente, à beira da praia, no istmo de areia que mais tarde viria a ser o Bairro do Recife, sendo também chamada de Ermida de Santelmo ou de São Frei Pedro Gonçalves, protetor dos marinheiros e pescadores. Serviu de templo calvinista no tempo dos holandeses, que construíram uma torre que ficava na parte posterior da igreja. Sofreu várias reformas no século XVIII, até que foi totalmente reconstruída ao longo do século XIX, passando de simples capela a uma igreja com as proporções das da Madre de Deus. Sua última feição era em estilo neoclássico, com o frontispício em cantaria de pedra lioz. (conforme email que recebi de Regina Cascão). 

Valei-me, São Telmo!

Abaixo, figuras do meu santo protetor:






sexta-feira, 12 de abril de 2013

Post 90 - Joaquim Alves da Silva e a história de Barra Velha


Joaquim Alves da Silva – um dos pioneiros de Barra Velha
Esclarecimentos Genealógicos
Telmo José Tomio – professor, genealogista, membro do Instituto de Genealogia de Santa Catarina (INGESC) e do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG – Rio de Janeiro)

  • No registro de Batismo de Joaquim Alves da Silva, ele aparece como filho natural, de pai incógnito, filho de Theresa Lopes, sendo avós maternos: Thimóteo Lopes e Silvana da Silva.
  • Aparece como Joaquim José de Santa Anna no registro de Casamento dele com Luciana Fernandes do Nascimento, aparecendo também os nomes dos pais: José Lourenço Alves e Theresa Lopes do Valle.
  • No registro de Batismo de seu irmão Manoel, aparece como pais: José Lourenço Alves e Theresa Lopes. Avós paternos: Lourenço Alves e Anna da Silva. Avós maternos: Thimóteo Lopes e Silvana Enriques.
  • No registro de Batismo da filha mais velha, Anna Alves da Silva, aparece como pai: Joaquim José de Santa Anna, e mãe: Luciana Fernandes. Avós paternos: José Alves Lourenço e sua mulher Theresa Lopes. Avós maternos: o padre se enganou e anotou os nomes dos bisavós: Salvador Gonçalves e Francisca Fernandes. O certo seria: José Fernandes Lamim e Joanna Gonçalves do Rosário.
  • No registro de Batismo da filha Maria Luciana Alves, aparece como pais: Joaquim Alvares e Luciana Fernandes. Avós paternos: José Alvares e Theresa Lopes. Avós maternos: José Fernandes e Joanna Gonçalves. Esta filha Maria Luciana foi casada com João Jorge Frederico Brenneisen, que na Alemanha era Johann Georg Brenneisen (sem o Frederico), conforme pesquisa de Simone Brenneisen Foltran Mürner, residente na Alemanha. O alemão João Jorge Brennaisen foi um mercenário do Imperador, que lutou nas guerras do sul (Guerra Cisplatina 1825-1828), e depois se estabeleceu em Barra Velha, conforme Aguinaldo Valentim Fidelis. O sobrenome Brennaisen aparece nos registros escrito de todas as formas possíveis, menos a correta. O sobrenome começa a aparecer corretamente quando o cartorário de Barra Velha era João Olegário da Silva, casado com Maria Úrsula Brenneisen.
  • No registro de Batismo da filha Felizarda, aparece como pais: Joaquim Alves e Luciana Rosa. Avós paternos: José Alves e Theresa Lopes. Avós maternos: José Fernandes e Joanna Gonçalves.
  • No registro de Batismo do filho Manoel, aparece como pais: Joaquim Alves e Liciana Fernandes. Avós paternos: o padre se equivocou e colocou o nome dos bisavós paterno-maternos, ou seja, pais da avó paterna Theresa Lopes: Thimóteo Lopes e Silvana Enriques. Avós maternos: José Fernandes e Joanna Gonçalves. Este Manoel, durante a vida, aparece nos registros como Manoel Joaquim de Santa Anna e Manoel Alves da Silva.
  • No registro do filho Joaquim, aparece como pais: Joaquim Alves da Silva e Luciana Fernandes. Avós paternos: José Alves Lourenço e Theresa Lopes do Bairro. Avós maternos: José Fernandes Lamim e Joanna Gonçalves, todos naturais do distrito de São João Batista de Itapocorói.
  • Dois filhos foram batizados na Igreja do Santíssimo Sacramento de Itajaí. Antônio, onde consta como pais: Joaquim Alves da Silva e Luciana Fernandes. Avós paternos: José Alves e Theresa Lopes. Avós maternos: José Fernandes e Joanna Gonçalves. Todos de Itapocorói.
  • No registro do filho Bento, também batizado em Itajaí, os dados são os mesmos. Pode ser que Joaquim Alves da Silva e família tenham residido em Itajaí por volta de 1836-1838.


Joaquim Alves da Silva e Luciana tiveram, ao menos, 9 filhos. Não foram listados todos acima.

  • Ele não é o Joaquim – filho de João Alves Ribeiro e Maria Joaquina Alves da Silva (irmã de José Lourenço Alves, pai do Joaquim Alves da Silva).
  • O avô e a avó paternos de Joaquim Alves da Silva, ou seja, Lourenço Alves, nascido em Portugal, e Anna da Silva de Jesus, nascida na Armação de Itapocorói, morreram no lugar onde residiam: Tabuleiro. Ele, em 1792. Ela, em 1810.
  • O avô e a avó paternos de Luciana morreram em São Francisco.
  • O pai de Luciana, José Fernandes Lamim, morreu em Barra Velha, em 1823. José Fernandes Lamim também aparece como José Gonçalves Lamim, uma das famílias mais antigas de Santa Catarina, presente em São Francisco, desde a época da fundação da vila, e presente na foz do Itajaí já no final do século XVIII.

Concluindo: Joaquim Alves da Silva, casado com Luciana Fernandes, era filho de José Lourenço Alves e Theresa Lopes. Era neto paterno de Lourenço Alves e Anna da Silva de Jesus. Era neto materno de Thimóteo Lopes e Silvana Enriques.

Vale lembrar que a nossa terra teve como primeiros colonizadores os bandeirantes paulistas e todo o povo que veio junto, da Capitania de São Vicente, chamados por uns de Vicentistas, por outros, de Vicentinos. Após 1748 vieram os Açorianos, vindos das 9 ilhas que formam esse arquipélago português, distante 600 km da costa portuguesa.

Em conversa por email, com o historiador Antônio Roberto Nascimento, onde eu havia comentado sobre um livreto que dizia ser Joaquim Alves da Silva o fundador  de Barra Velha, Nascimento disse:
 “Contesto essa versão do fundador de Barra Velha, conforme versão de um Sr. Borba, de Barra Velha. O Sr. Peter Boer publicou meu ensaio num livreto já esgotado. Veja que o primeiro sepultamento no Cemitério de Barra Velha foi de um Arzão que morava ali bem antes do questionado Joaquim Alves da Silva. Além disso, não se tem certeza acerca do nome da primeira freguesia: N. Sª da Conceição do Tabuleiro Grande do Rio Itapocu (me parece a mais antiga), São Pedro de Alcântara de Barra Velha (homenagem a D. Pedro II) e N. Sª da Conceição de Barra Velha, a quem a viúva do Cel. Camacho doou a imagem (intermediário foi o ex-traficante de escravos Miguel Soares da Rocha, casado na família Brenneisen). Veja que, em 1731, a Câmara de São Francisco do Sul proibiu que os moradores de Barra Velha fossem a SFS por conta de uma epidemia. Está em Costa Pereira na História de São Francisco do Sul. Dito documento foi chamado de “certidão de nascimento de Barra Velha”. Tenho dúvidas com relação à terceira freguesia.  Na minha modesta opinião, o estudioso de Barra Velha tem que começar pelo Sertão do Itapocu. Parece que o Rio Itapocu atraiu alguns moradores inicialmente. Em 1748, tem-se o assassinato do Ajudante Lopes de Moura nas Minas do Itapocu. As terras de Barra Velha são pobres e arenosas. Penso que só se prestem ao cultivo da mandioca. Um Salles, procedente da Ilha de SC e cujos registros estão em Araquari, teve uma serraria a vapor às margens do Rio Itapocu. Veja, porém, que a povoação é muito antiga. Martinho Cardoso, por exemplo, o que animava festas em Itajaí, morava no Itapocu e há registros dele em SFS. Interessante é que, a partir desses registros, a família desaparece. Teriam ido embora. Nogueira, Cardoso, Lamim, Arzão, Fernandes Ortunho e outros são muito antigos.”

Tenho todas as informações genealógicas completas, com datas, locais, nomes de padrinhos, nome do padre que fez o registro. Tenho todas as fontes anotadas, nome do livro, número da página etc.
Os registros podem ser encontrados nos livros:
Livros de Batismos, Casamentos e Óbitos da Paróquia Nossa Senhora da Penha (incluídos os da freguesia São João Batista de Itapocorói, hoje capela da dita paróquia), a partir de 1791.
Outras informações estão nos livros da Paróquia Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco, e também nos livros da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí.
Após 1862, informações sobre Barra Velha são encontradas nos livros de Batismos e Casamentos da Freguesia de São Pedro de Alcântara e Nossa Senhora da Conceição, de Barra Velha. Atualmente, a paróquia chama-se Divino Espírito Santo. Outra fonte de pesquisa são os livros da Paróquia Bom Jesus do Parati, atual Araquari.
Os livros de São Francisco do Sul, Araquari e Barra Velha estão na Cúria Diocesana, em Joinville.
Os livros de Itajaí estão no Arquivo Histórico Eclesiástico, da Cúria Arquidiocesana, em Florianópolis.
Os livros de Penha (e Capela São João Batista de Itapocorói) estão na Cúria Diocesana, em Blumenau.

Aceito encomendas de pesquisas particulares sobre famílias dessa nossa região. Entre em contato comigo e peça um orçamento.
Telmo José Tomio – telmotomioosm@yahoo.com.br]

Como ilustração, coloco abaixo uma página do livro de óbitos de São Francisco, 1783:

A pesquisa genealógica requer tempo, paciência e prática. Não é nada fácil descobrir o que estava escrito nos buracos e partes rasgadas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Post 89 - Faço sua Árvore Genealógica! Peça seu orçamento.


Monto sua Árvore Genealógica!
Caros amigos, colegas, parentes e interessados,
Pesquiso e monto sua genealogia. Açorianos, Italianos, Alemães... Descubra mais sobre suas origens, sobre os lugares de onde vieram seus antepassados!
Até julho deste ano disponho de bastante tempo para me dedicar às pesquisas.
Paralelamente àquelas as quais me dedico, faço outras, sob encomenda, que ajudam a financiar meus projetos. Peça um ORÇAMENTO SEM COMPROMISSO:
telmotomioosm@yahoo.com.br  - Telmo Tomio – professor, membro do Instituto de Genealogia de SC e do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG –Rio de Janeiro).

Com facilidades para pesquisas de famílias de Santa Catarina, em especial, o Vale do Itajaí, Litoral Norte e região de Laguna.
Obrigado!