No último domingo, 10 de junho deste ano de 2012, em Aratinbaúba, município de Imaruí, Santa Catarina, houve a festa de SANTO ANTÔNIO, padroeiro do lugar. Na ocasião, foram homenageadas as famílias Espindola e Nunes, ou seja, as famílias dos meus ancestrais maternos. Os familiares das duas famílias se encontraram com muita alegria nesse dia.
Para abrilhantar a Santa Missa da festa de Santo Antônio do Aratingaúba, que foi presidida pelo Padre Carlos Henrique Machado Fernandes, eu levei o Coral Fratelli d'Italia, da Associação Italiana de Guaramirim e Paróquia Senhor Bom Jesus, do qual sou maestro-regente.
O coral ficou hospedado na pousada Deutsches Haus, em Vargem do Cedro, município de São Martinho. Passeamos em Imaruí, visitamos a Igreja Matriz São João Batista, estivemos num trapiche à beira da Lagoa de Imaruí, estivemos na Igreja de Santo Antônio do Aratingaúba, fomos até a gruta da Beata Albertina Berkenbrock, em São Luís, fomos até a Igreja de São Luís Gonzaga (município de Imaruí) - onde está o túmulo da Beata Albertina, fomos até a Vargem do Cedro (município de São Martinho), visitamos a Igreja Matriz São Sebastião - da Vargem do Cedro, vimos a casa onde nasceu o Padre Aloísio Böeing.... tudo isso no sábado.
No domingo pela manhã, cantamos a Santa Missa da festa de Santo Antônio, e após o almoço, voltamos para casa.
Por ocasião da Homenagem às famílias Espindola e Nunes, eu li um histórico, fruto de minhas pesquisas. Abaixo, o texto por mim escrito e lido. Em seguida, fotos da ocasião:
Famílias Espindola e
Nunes da Silva (Nunes Alves)
"Bom dia a todos! Eu sou Telmo José Tomio, nascido em Itajaí,
casado com Simone Dalsóquio Tomio. Sou filho da Iva e do Airton, e meus avós
maternos eram daqui de Aratingaúba. Sou maestro deste Coral de Guaramirim, sou
professor de Filosofia, Sociologia e História na Rede Estadual de Ensino. Sou
pesquisador membro do Colégio de Genealogia do Rio de Janeiro e do Instituto de
Genealogia de Santa Catarina. Atualmente, estou terminando uma pesquisa sobre
as primeiras famílias do litoral na região da foz do Itajaí. Estou pesquisando
também todas as famílias da região de Imaruí desde 1834. Dentre as muitas
pesquisas que venho fazendo, pesquisei a fundo as genealogias de minha família.
Toda essa pesquisa eu quero publicar em livros, para que fique registrado para
aqueles que tiverem interesse em buscar suas origens.
Vou falar um pouquinho sobre os Espindola e sobre os Nunes da
Silva e Nunes Alves.
A história da família Espindola na região de Laguna começa
após o ano de 1746 com a chegada de Antônio de Espindola, juntamente com seus
pais, vindos da Ilha Terceira, do Arquipélago dos Açores, Reino de Portugal.
Antônio de Espíndola casou-se com Maria Cordeiro, filha de tropeiros oriundos
de Minas Gerais. Entre 1767 e 1790, tiveram ao menos oito filhos: Francisco,
Mathias, Antônio, João, Manoel, Rodrigo, Rosália, Joaquim e Anna Maria. Destes
filhos do açoriano Antônio de Espíndola descendem todos os Espíndolas da região
de Laguna, Imaruí, Araranguá, Tubarão, Imbituba, que depois se espalharam por
várias partes de Santa Catarina.
Meu avô Hermínio Marcolino de Espindola era tetraneto do
açoriano Antônio de Espíndola, ou seja, seu avô era bisneto de Antônio de
Espindola.
Em linha direta fica assim:
Antônio de Espindola e Maria Cordeiro geraram Mathias Antônio
de Espindola, nascido em 1770.
Mathias Antônio de Espindola casou-se com Angélica Maria da
Costa e eles geraram Joaquim Mathias Antônio de Espindola, nascido em 05 de setembro de 1805.
Joaquim Mathias Antônio de Espindola, de seu primeiro
casamento, com Maria Luísa de Oliveira, gerou Maria Joaquina da Conceição de
Oliveira Espindola, nascida em 24 de outubro de 1829.
Maria Joaquina da Conceição de Oliveira Espindola casou-se
com Manoel Antônio Rosa.
Maria Joaquina Espindola e Manoel Antônio Rosa geraram o
filho Pedro, que em alguns documentos
aparece como Pedro Manoel Rosa e em outros documentos aparece como Pedro
Mathias de Espindola, tendo nascido no Aratingaúba, no dia 11 de outubro de
1853. Ele casou-se no dia 03 de junho de 1876 com Zelindra Justina de Jesus
Alves dos Santos. O primeiro filho do casal foi Marcolino Mathias de Espindola,
também chamado de Marcolino Pedro Florenço.
Marcolino Mathias de Espíndola nasceu no dia 03 de novembro
de 1877, em Aratingaúba. Ele casou-se no cartório no dia 13 de fevereiro de 1904 com a prima de
seu pai, Custódia Anna de Jesus Espíndola, filha de Custódio Mathias de
Espindola e Anna Bernarda de Jesus Carvalho. O casamento religioso foi dia 28
de maio de 1904, na Igreja da Pescaria Brava.
O casal Marcolino e Custódia tiveram vários filhos, dentre
eles: Anna, casada com Irineu João Feliciano Lessa; Joanna, casada com João Pedro Teodoro;
Ediviges, casada com Honorato Felisberto Floriano, e dentre outros, Hermínio
Marcolino de Espíndola, meu avô.
O vô Hermínio nasceu no dia 19 de maio de 1907, no Cangueri,
e foi batizado no dia 27 de junho, sendo padrinhos: Joaquim João Florentino e Maria Anna.
Após a proclamação da República, em 1889, surgiram os
cartórios. Antes disso, era a Igreja que fazia os registros. Nos livros da
Igreja, o vô Hermínio aparece como Hermínio Marcolino Mathias. Nos livros do
Cartório aparece como Hermínio Marcolino de Espíndola. Em Imaruí, existem as
famílias Mathias e Demétrio, que são todas descendentes de Espindola. Os
descendentes de Demétrio Antônio de Espindola tiveram os nomes: Manoel Elias
Demétrio, Antônio Elias Demétrio e assim por diante. E muitos descendentes de
Mathias Antônio de Espindola também tiveram como nomes: Agostinho Antônio
Mathias, Joaquim Antônio Mathias, etc. Na raiz, esses Demétrios, Mathias e
Espindolas são todos parentes.
O pai de meu avô Hermínio, que se chamava Marcolino e era meu
bisavô, morreu muito cedo. Então, eles
passaram a viver então no lugar Fazenda Rio das Garças. Sua mãe teve como
segundo marido João Feliciano Lessa.
Ouvi certa vez que, Hermínio foi criado em casa de um Antoninho Alves, como se
fosse filho deste.
Hermínio Marcolino de Espindola casou-se no cartório no dia
11 de fevereiro de 1933, com Carmelina Maurício Nunes. Na Igreja de Imaruí eles
se casaram 2 anos depois, ou seja, no dia 27 de fevereiro de 1935.
Vó Carmelina nasceu em Aratingaúba no dia 27 de outubro de
1911 e foi batizada dia 23 de junho de 1912. Era filha de Manoel Nunes da Silva
e Minervina Maria de Jesus da Rocha. Vovó Vidinha, como era conhecida, era
filha do segundo casamento de seu pai, Manoel Maurício Nunes da Silva com Maria
Joanna de Jesus Fernandes. Dos 20 filhos do fazendeiro Manoel Maurício Nunes da
Silva, os 16 do segundo casamento foram: Maria casada com Jerônimo André Silva;
João, casado com Floripa Rita da Silva; Alexandrina casada com Jerônimo Nunes
da Silva; Silvana casada com Inocêncio José Duarte; Laurentino, casado com Idalina da Silva;
Idalina casada como João Carlos de Souza França; Rosa casada com Pedro Luciano
da Silva; Clementina casada com João Thomaz Ferreira; Moisés casado com Eulália
de Oliveira Guimarães; Hosana, casada com Martinho Luciano da Silva; e ainda os
filhos Luís Maurício, Urânia, Delfino, Perpétua e, meu bisavô Maurício Nunes da
Silva, nascido em Aratingaúba aos 20 de abril de 1864. Ele casou-se no civil no
dia 16 de julho de 1896 e na Igreja no dia 12 de julho de 1897 com Minervina
Maria de Jesus da Rocha, filha de Manoel
da Rocha Porto e Maria Mariana de Jesus Fernandes. Os avós de vóvó Minervina
eram o capitão José da Rocha Porto, nascido no dia 20 de julho de 1810, no Rio
de Janeiro e, Isabel Maria de Jesus da Rosa Alves, nascida em Vila Nova de
Santana, hoje Imbituba. O avô de vovó
Minervina nasceu no Rio de Janeiro, porém os bisavós vieram de São Martinho de
Aldoar, na região do Porto, em Portugal. O outro bisavô de vovó Minervina,
chamava-se João da Rosa Alvares, nasceu no dia 14 de fevereiro de 1767 em
Colônia do Sacramento, no atual Uruguai.
Esses Nunes da família de minha avó estão espalhados por toda
a região. Há mais de 100 anos atrás já haviam Nunes aqui no Aratingaúba, e
parente lá na Madre, em Tubarão.
Manoel Nunes da Silva e Minervina da Rocha tiveram ao menos
10 filhos: Maria, casada com João Jerônimo
Nunes Filho; Alvaro, casado com Itelvina;
Alvim (conhecido como tio Vinoca), conservou-se solteiro; Manoel, casado com Anna Laurinda; Saturnino
(aquele que Morreu solteiro, de desastre com arma de fogo, aos 21 anos na ilha
em frente à Ponta Grossa de Imaruí);
João Maurício Nunes, casado com Lídia Vicença Firmino de Souza; Elvina, casada com José Jorge Hoepers;
Belmiro, casado com Maria Ferreira Soares; e Carmelina (minha avó), casada com
Hermínio Marcolino de Espindola. Esses meus avós tiveram 12 filhos:
Beti, casada com Darci da Rocha Goulart (Darci Cachoeira);
Eloy, casado com Irene; Lecy casada com Juarez Távora Nunes; Reny casado com
Josina Nunes; a primeira Jacy, que morreu pequeninha; o Alcebi; o Alady, casado
com Salete Goulart; a segunda Jacy, casada com José Zanella da Rocha; a minha
mãe Ivaci, casada com José Airton Tomio; Army casada com Alfredinho Day; o Ary
casado com Neusa Maria; e Carmelina, casada com Rony Barjona.
Após 18 anos de casados, minha avó Carmelina faleceu no dia
21 de fevereiro de 1951.
Meu avô Hermínio Marcolino de Espíndola ficou viúvo por 3
anos e 4 meses. Aos 30 de julho de 1854 novamente se casou, desta vez com
Custódia Josina Espindola, sua prima em quarto grau, nascida aos 19 de janeiro
de 1934, filha de Antônio Domingos Espindola e Josina Itelvina Ignacio. Deste
segundo casamento de meu avô vieram mais 9 filhos: Maria Madalena casada com
José Ferreira de Sousa, Maria Helena, Nilza, Hermínio, o primeiro Antônio que
morreu pequenino, o segundo Antônio, Elisete casada com Luiz Carlos Vieira,
Eliane casada com Eugênio Vieira, e José Eraldo casado com Iracema.
Meu avô Hermínio faleceu no dia 04 de março de 1967.
Os 12 primeiros filhos de meu avô levaram o sobrenome Nunes
Alves. O Nunes era da mãe. O Alves era do Antoninho Alves onde meu avô morou
após a morte de seu pai, ou o Alves pode ser da avó de vô Hermínio, que era
Zelindra Justina de Jesus Alves dos Santos.
Então, hoje, é com alegria, que nos reunimos aqui para
festejar essa grande família:
Os Espindola e os Nunes Alves.
Estão presentes aqui hoje a segunda esposa de vô Hermínio - a vó Custódia, e os filhos vivos dos dois
casamentos, com suas esposas e maridos, genros, noras, netos e netas... São
muitos primos.
Não se esqueçam nunca de honrar pai e mãe, de rezar pelos
antepassados. Nós cremos na comunhão dos santos, ou seja, eles estão olhando
por nós, estão juntos com Jesus presentes aqui em nosso meio. E que todos nos
conheçamos melhor e saiamos daqui alegres e abençoados.
Muito obrigado! - Telmo José Tomio, 10 de junho de 2012."
| Coral de Guaramim visitando a Igreja Matriz São João Batista, em Imaruí - SC. |
| Coralistas diante das imagens do Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores |
| No trapiche sobre a Lagoa de Imaruí, no centro da cidade. |
| Na Missa de Santo Antônio - Aratingaúba - Imaruí - Coral de Garamirim, sob a regência de Telmo Tomio. |
| Diante da Igreja de Santo Antônio do Aratingaúba, em Imaruí, terra natal da minha mãe. |
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| Durante a Missa - com o quadro na mão, a madrasta de minha mãe, a avó Custódia Espindola. |
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| Minha mãe com o quadro dos meus avós Hermínio Marcolino Mathias de Espindola e Carmelina Maurício Nunes Espindola. |
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| Familiares na Missa |
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| Familiares no salão paroquial |
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| Familiares |
| Beata Albertina - rogai por nós! |






Olá Telmo
ResponderExcluirAcompanho teu blog a um bom tempo, e agora vc publicou pesquisa referente aos Espindola tem alguns fins de linha desta família da região do "Grande Araranguá 1820-30" e gostaria de trocar algumas fihurinhas com, não achei seu email se puder me retornar meu email é marcioidalino@marcioidalino.com este endereço é do MSN também
Abraços
Olá, Telmo!
ResponderExcluirEu sou Claudimar Espíndola Carneiro. Há tempo, tento conhecer a minha genealogia, porém sem sucesso. Eu sei que, aí no Sul, existem muitos Espindola, mas não sei se pertencemos a mesma linhagem. Confesso que gostaria que sim, pois sempre que vejo, na internet, fotos dos Espíndola daí, o que percebo é um clima acolhedor, uma alegria contagiante, um calor humano que me enternece; estão sempre comemorando algo, tudo é motivo para reunirem-se.
Sou natural do estado do Rio de Janeiro, e já tentei contato com alguns Espindola da minha região, mas, infelizmente, os daqui são meio 'nariz-em-pé'. Inclusive, na minha turma da faculdade tem um que ignorou completamente a minha tentativa de contato. Apesar de sermos alunos EAD (o que não facilita um contato maior) tivemos oportunidades de conhecermo-nos através da plataforma de estudos, das redes sociais e até na própria universidade, pois as provas são presenciais, mas não obtive sucesso, então resolvi deixar pra lá.
O fato de você ser um Pesquisador Genealogista aguçou-me, novamente, o desejo de conhecer à fundo minhas origens (isso é um assunto que me fascina) e reacenderam-se minhas esperanças. Desculpe o desabafo. Aguardo contato. Meu e-mail é: claudimarespindola@hotmail.com.
Até mais!