Coloco aqui as resenhas que encontrei nos websites das prefeituras dos respectivos municípios. O link para acesso aos sites das prefeituras está abaixo das resenhas. Os nomes dos autores das respectivas resenhas, quando indicados, foram citados no final de cada texto.
Itajaí
O Começo da História
OCUPAÇÃO PORTUGUESA DA COSTA CATARINENSE
As terras do litoral catarinense estavam compreendidas, até Laguna, no Sul, dentro do território pertencente a Portugal, nos limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas. Quando da divisão do Brasil colonial em capitanias hereditárias, em 1532, as terras catarinenses ficaram incluídas na Capitania de Sant’Ana, doada a Pero Lopes de Souza.
A ocupação portuguesa e a colonização destas terras, a partir do século XVII, deveram-se principalmente ao interesse da Coroa lusitana na exploração de possíveis minas de ouro e à disputa com Espanha, que entendia lhe pertencerem as terras catarinenses. Durante o século XVII, os paulistas fundaram os primeiros núcleos populacionais do litoral de Santa Catarina: São Francisco do Sul (1672), e Laguna (1684).
Já a partir do século XVII, diversas recomendações foram feitas ao governo colonial no sentido de se promover a colonização das terras do Vale do Itajaí, consideradas férteis e estratégicas para a fundação de colônias. No entanto, tais recomendações não foram levadas em conta.
JOÃO DIAS DE ARZÃO: À CATA DE OURO
A ocupação das terras do Itajaí pelo homem branco se daria pela iniciativa particular de João Dias de Arzão, companheiro do fundador de São Francisco do Sul em 1658. João Dias de Arzão era paulista e sua família, há tempo, procurava minas de ouro e outros metais preciosos pelo interior do Brasil.
Naquele ano, ele requereu e obteve uma sesmaria, que vem a ser um lote colonial, às margens do rio Itajaí-Açu, em frente à foz do rio Itajaí-Mirim e ali construiu moradia. Não tinha ele, porém, intenção de fundar uma povoa, nem empreendeu meios para tal. Seu interesse maior era a cata de ouro, no que afinal não teve sucesso.
ÍNDIOS: CARIJÓS E CAIGANGUES
Quando os primeiros colonizadores vieram se fixar nas terras junto à Foz do rio Itajaí-Açu, os indígenas ainda faziam frente à ocupação das mesmas terras que, pouco a pouco, lhes foram tomadas. Estes índios eram os Botocudos ou Caigangues, do grupo Tapuia (hoje conhecidos por Xokleng). Os Carijós, que moravam à beira-mar, já estavam praticamente extintos naquela época. Nas pesquisas arqueológicas sobre populações pré-coloniais, encontraram-se, em Itajaí, dois Sambaquis (sítios arqueológicos). O primeiro ficava em Balneário de Cabeçudas, descoberto em dezembro de 1970, sendo encontrado acidentalmente. O segundo sítio, também descoberto acidentalmente em 1988, encontrava-se em Itaipava. Os esqueletos removidos de Cabeçudas foram transferidos para Florianópolis e para a Santur, em Bal. Camboriú.
Da antiga presença dos índios em nossas terras hoje só nos resta sua lembrança nos nomes de alguns lugares do Município: Canhanduba, Itaipava, Ariribá, Guaraponga e Itajaí, bem como o nome de alguns clubes, como no caso a Sociedade Guarani e o Grupo de Bolão Tapuia.
MADEIRA, PESCA E AGRICULTURA: PRIMEIRAS ATIVIDADES ECONÔMICAS.
Durante todo o século XVIII, a grande atividade econômica desenvolvida nas terras do Itajaí foi a extração de madeiras. Isto ocasionou uma afluência de moradores, notadamente açorianos, muitos simples posseiros, que foram se fixando por toda a região junto da Foz do rio Itajaí-Açu, embora esparsadamente. A madeira era desdobrada em tábuas nas serrarias manuais, em geral tocadas pelos braços de escravos negros e a seguir exportada para Santos e Rio de Janeiro. Foi tão indiscriminada e depredadora a derrubada de madeiras que, já no final do século XVIII, o governo português decretou ser privilégio real o corte das melhores espécies.
A riqueza da madeira disponível, a abundância da pesca e a fertilidade das terras motivaram verdadeira corrida especulatória. Altos funcionários públicos, militares, eclesiásticos e comerciantes abastados da sede da Capitania de Santa Catarina requeriam sucessivas sesmarias, burlando a lei que lhes exigia benfeitorias de colonização e prejudicando o direito de posse de moradores antes estabelecidos; o que vai eresultar em seguidas pendências judiciais. Assim, no começo do século XIX, as terras da Foz do Itajaí estavam todas tomadas por diversos sesmeeiros.
A riqueza da madeira disponível, a abundância da pesca e a fertilidade das terras motivaram verdadeira corrida especulatória. Altos funcionários públicos, militares, eclesiásticos e comerciantes abastados da sede da Capitania de Santa Catarina requeriam sucessivas sesmarias, burlando a lei que lhes exigia benfeitorias de colonização e prejudicando o direito de posse de moradores antes estabelecidos; o que vai eresultar em seguidas pendências judiciais. Assim, no começo do século XIX, as terras da Foz do Itajaí estavam todas tomadas por diversos sesmeeiros.
VASCONCELOS DE DRUMMOND: COLÔNIA MALOGRADA
Foi a inexistência de qualquer obra e ao mesmo tempo as vantagens econômicas da exploração da madeira que animaram o jovem carioca de 25 anos, Antônio Menezes Vasconcelos de Drummond, que estava em Santa Catarina como contratador dos reais cortes de madeira, a solicitar o apoio governamental para a fundação de uma colônia nas terras de Itajaí. Por Aviso Real de 05 de janeiro de 1820, o Rei D. João VI autorizou Drummond a estabelecer uma colônia em duas sesmarias reais junto do rio Itajaí-Mirim, na região da agora Itaipava. Com a ajuda de soldados dispensados de um batalhão da sede da capitania, Drummond iniciou a derrubada das matas que permitisse começar as plantações e a construção de casas para os colonos. A planta da futura colônia foi levantada pelo coronel português Antônio José Rodrigues.
Estavam nestes trabalhos preliminares de implantação da colônia, que se chamara “São Tomás de Vilanova” – evidente homenagem ao Ministro do Rei e protetor Tomás Antônio de Vilanova Portugal – quando a situação política portuguesa exigiu a volta do rei a Portugal. Drummond então resolveu suspender os trabalhos, pois sabia que se acabaria o apoio do governo e retornou ao Rio de Janeiro. Sobre a sorte da sua colônia, é ele próprio que, anos mais tarde, vai afirmar: “não houve tempo nem meios de levar a cabo”.
AGOSTINHO ALVES RAMOS: FUNDAÇÃO DE ITAJAÍ.
No começo do século XIX, intensificou-se o comércio que os moradores do Itajaí faziam com comerciantes de várias vilas do litoral catarinense. Foi numa dessas viagens de negócio que Agostinho Alves Ramos pela primeira vez veio à Foz do Itajaí-Açu. Era português e sócio de uma casa comercial em Desterro. Homem de muito tino comercial, inteligente e bastante culto, logo percebeu o bom ponto para comércio e aqui se estabeleceu com a mulher Ana Maria Rita. Com vistas a fundar uma povoa, tratou logo de encabeçar um requerimento ao Bispo do Rio de Janeiro para a criação de um Curato, afinal criado a 31 de março de 1824.
Com a criação do Curato do Santíssimo Sacramento, estava fundada Itajaí. A pequenina capela e o cemitério que lhe ficava aos fundos começaram a ser então rodeados de outros moradores, entre os quais a maior liderança era Agostinho Alves Ramos, o fundador.
Com a criação do Curato do Santíssimo Sacramento, estava fundada Itajaí. A pequenina capela e o cemitério que lhe ficava aos fundos começaram a ser então rodeados de outros moradores, entre os quais a maior liderança era Agostinho Alves Ramos, o fundador.
LUSO-AÇORIANOS E OUTROS IMIGRANTES: ORIGEM DA GENTE ITAJAIENSE
Foi gente de São Francisco do Sul, Florianópolis, Armação do Itapocorói, São Miguel da Terra Firme, majoritariamente luso-açorianos, que formou o primeiro grupo de moradores de Itajaí. Devido à excelente posição geográfica, junto à Foz do rio Itajaí-Açu e dispondo de bom porto, a localidade, desde os primeiros tempos de seu povoamento, recebeu moradores de outros pontos de Santa Catarina e do Brasil, bem como alguns elementos estrangeiros. Esta contribuição estrangeira mais cresceria com a fundação das primeiras colônias no interior do Vale, em meados do século XIX, com seus numerosos contingentes de alemães, italianos e poloneses.
Em que pese a variedade de etnias imigrantes que constituíram a população itajaiense, a marca cultural prevalecente da cidade ficou sendo a luso-açoriana. Nas festas e tradições populares, no artesanato, na culinária, no linguajar do povo, o que se observa são expressões da cultura de base açoriana.
EMANCIPAÇÃO POLÍTICA: O MUNICÍPIO DE ITAJAÍ
Quando em 1858, um grupo de destacados moradores encabeçou o movimento para a criação do Município de Itajaí, Agostinho Alves Ramos não mais vivia. Morrera em 1853 e fora sepultado no cemitério da pequena povoação. A emancipação política foi uma luta gloriosa, pois houve cerrada oposição da Câmara Municipal de Porto Belo, a quem a já Freguesia de Itajaí estava subordinada. A assembléia Provincial de Santa Catarina, pela Resolução n° 464, de 04 de abril de 1859, criou o Município de Itajaí, que só foi instalado em 15 de junho de 1860, com a posse dos primeiros vereadores: Joaquim Pereira Liberato (Presidente), José Henrique Flores, Claudino José Francisco Pacheco, José da silva Mafra, Francisco Antônio de Souza, Jacinto Zuzarte de Freitas e Manoel José Pereira Máximo.
Prof. Edison d ’Ávila
Fonte: http://www.itajai.sc.gov.br
Navegantes
As terras que hoje pertencem ao município de Navegantes, até 1962 eram pertencentes ao município de Itajaí, e este por sua vez até l832 pertenceu a São Francisco do Sul e, a partir desta data até sua emancipação em 1860, pertenceu a Porto Belo. São Francisco do Sul foi a primeira fundação estável criada em 1658, na costa catarinense sob o comando do povoador português Capitão Mor Manoel Lourenço de Andrade, que vindo de São Paulo com alguns companheiros, distribuiu entre eles as terras daquela imensa região que se estendia da Vila de Paranaguá ao atual município de Porto Belo. A esta fundação estavam incorporadas as terras do vale do Itajaí e, por conseguinte Itajaí e Navegantes.
As terras que hoje pertencem ao município de Navegantes, até 1962 eram pertencentes ao município de Itajaí, e este por sua vez até l832 pertenceu a São Francisco do Sul e, a partir desta data até sua emancipação em 1860, pertenceu a Porto Belo. São Francisco do Sul foi a primeira fundação estável criada em 1658, na costa catarinense sob o comando do povoador português Capitão Mor Manoel Lourenço de Andrade, que vindo de São Paulo com alguns companheiros, distribuiu entre eles as terras daquela imensa região que se estendia da Vila de Paranaguá ao atual município de Porto Belo. A esta fundação estavam incorporadas as terras do vale do Itajaí e, por conseguinte Itajaí e Navegantes.
A distribuição das terras coube a João Dias Arzão, as que formariam posteriormente o município de Itajaí, tornando-se o seu primeiro sesmeiro e tomando posse à margem esquerda do rio. Arzão e seus companheiros não vieram apenas colonizar, mas principalmente procurar por minas.
No último decênio do século XVIII, as terras da foz do rio Itajaí já abrigavam cerca de 40 famílias. Os povoadores que descendiam de portugueses paulistas, em maior número, vinham pelas praias de São Francisco, passando por Penha e praia de Itajaí (hoje praia de Navegantes). Os de origem açoriana chegavam procedentes de Desterro, pelo litoral, procurando espaços apropriados para montar as “armações” para a captura de baleias. Oficialmente, a imigração de casais açorianos nas terras do litoral catarinense ocorreu entre 1748 e 1756, embora anteriormente, já houvessem ilhéus aqui se fixado em pequeno número. Estima-se que 6.000 açorianos tenham emigrado, e com sua descendência, ocupado lentamente o litoral catarinense, que pelo Conselho Ultramarino, deveriam ser distribuídos desde São Francisco do Sul até o cerro de São Miguel (em Laguna).
Através de pesquisas realizadas em livros de registros de batizados, casamentos e óbitos do Curato de São João Baptista de Itapocorói (hoje Armação, Penha) consta que em 1793 os moradores das margens do rio Itajaí eram tão numerosos que já tinham seu cemitério próprio, que ficava na margem esquerda do rio, na atual cidade de Navegantes. Em 1795 foi demarcada uma sesmaria na praia de Itajaí (hoje Navegantes) e concedida a Manoel da Costa Fraga. Em 1820 Antônio de Menezes Vasconcelos Drummond recebe documento da Secretaria d’Estado dos Negócios do Reino, na Corte do Rio de Janeiro, que lhe dá posse de terras junto ao rio “Tajaí-Mirim” a fim de nelas instalar o primeiro engenho de serra de madeira da região e um estaleiro, onde foi construída a primeira sumaca, ou seja, embarcação ligeira para transporte, que passaria a barra do Itajaí-açu com destino ao Rio de Janeiro, carregada de produtos da terra.
José Coelho da Rocha sesmeiro de terras às margens direta e esquerda do rio Itajaí-açu, em 1824, juntamente com sua esposa, fazem a doação de terreno para construção da capela do Santíssimo Sacramento e para o cemitério. Neste espaço, (da atual Igreja Matriz de Itajaí) foi construída uma pequena capela revestida de barro e o cemitério, que deram início ao núcleo urbano, criando-se o Curato do Santíssimo Sacramento de Itajaí. O povoado de Itajaí é elevado à categoria de município, desligando-se de Porto Belo em 04 de abril de 1859, sendo oficialmente instalado em 15 de junho de 1860. A vida econômica do novo município baseava-se na plantação de mandioca e na exploração de madeira pelos alemães, que haviam chegado depois dos portugueses, antes da emancipação do município e que passaram a construir portos particulares à margem direita do rio Itajaí-açu para o comércio madeireiro.
José Coelho da Rocha sesmeiro de terras às margens direta e esquerda do rio Itajaí-açu, em 1824, juntamente com sua esposa, fazem a doação de terreno para construção da capela do Santíssimo Sacramento e para o cemitério. Neste espaço, (da atual Igreja Matriz de Itajaí) foi construída uma pequena capela revestida de barro e o cemitério, que deram início ao núcleo urbano, criando-se o Curato do Santíssimo Sacramento de Itajaí. O povoado de Itajaí é elevado à categoria de município, desligando-se de Porto Belo em 04 de abril de 1859, sendo oficialmente instalado em 15 de junho de 1860. A vida econômica do novo município baseava-se na plantação de mandioca e na exploração de madeira pelos alemães, que haviam chegado depois dos portugueses, antes da emancipação do município e que passaram a construir portos particulares à margem direita do rio Itajaí-açu para o comércio madeireiro.
O Navegantes de hoje era uma planície localizada à margem esquerda do rio Itajaí-açu; historicamente foi denominado um pontal de areia entre o rio e o mar e, por ser mais alta, arenosa e menos alagadiça que as terras da margem direita, era através de sua praia que chegavam os imigrantes portugueses, (vicentistas e paulistas) vindos de São Francisco como o primeiro sesmeiro João Dias de Arzão. Nos arquivos da capela de São João Batista de Itapocorói, constam os nomes de mais de quarenta famílias de pescadores e agricultores residentes na praia e nas imediações da margem esquerda da foz do rio Itajaí-açu, já nas últimas décadas de 1700. Navegantes era um povoado da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí, denominado em documentos religiosos e, posteriormente a partir de 1876 quando começaram a funcionar os cartórios, de: ¨Lado Norte do Rio” e mais frequentemente de “Pontal” ou o “Outro Lado do Rio”.
O “Pontal” compreendia a Praia de Itajaí (hoje de Navegantes) onde ficavam os engenhos de farinha; o Arraial do Pontal (hoje bairro São Pedro e Centro) onde se estabeleceram os marítimos e pescadores; e as Terras Férteis onde estavam os lavradores. O Arraial do Pontal localizava-se à margem esquerda do rio, de frente para a Matriz do Santíssimo Sacramento e era habitado por marítimos, pescadores, lavradores de mandioca, comerciantes, carpinteiros, donos de barcos de pesca e trabalhadores do porto; a maioria portugueses ou descendentes deles, tendo-se notícia que as primeiras famílias moradoras eram os Sacavém, Couto, Gaya, Formigal, Rebello, Maia, Hostin, Mafra, Rodrigues, Rodrigues dos Passos; depois chegando de Penha os Vieira e os Alexandrino, de Itajaí vieram os Seara e de Pernamuco os Araújo.
O “Pontal” compreendia a Praia de Itajaí (hoje de Navegantes) onde ficavam os engenhos de farinha; o Arraial do Pontal (hoje bairro São Pedro e Centro) onde se estabeleceram os marítimos e pescadores; e as Terras Férteis onde estavam os lavradores. O Arraial do Pontal localizava-se à margem esquerda do rio, de frente para a Matriz do Santíssimo Sacramento e era habitado por marítimos, pescadores, lavradores de mandioca, comerciantes, carpinteiros, donos de barcos de pesca e trabalhadores do porto; a maioria portugueses ou descendentes deles, tendo-se notícia que as primeiras famílias moradoras eram os Sacavém, Couto, Gaya, Formigal, Rebello, Maia, Hostin, Mafra, Rodrigues, Rodrigues dos Passos; depois chegando de Penha os Vieira e os Alexandrino, de Itajaí vieram os Seara e de Pernamuco os Araújo.
O lado esquerdo do rio, atual Navegantes, não possuía um templo até 1895, quando Antônio Cardoso Sacavém e sua esposa Maria Rita doaram terras para iniciar a construção da primeira capela. A comunidade costumava fazer suas orações coletivas, novenas e procissões em casas particulares como a de Dionísio Rodrigues dos Passos, conhecido como “Dedita”, que possuía uma imagem de Santo Amaro. Dedita viveu entre 1848 e 1918. Neste período o povoado é conhecido como Povoado de Santo Amaro.
Em 1896 a Câmara Episcopal da cidade de Curitiba autoriza a construção de uma capela no povoado. Criou-se então uma comissão construtora, da qual faziam parte: Antônio Cardoso Sacavém, Manoel dos Santos Gaya, João Gaya, Manoel Francisco de Oliveira, Manoel do Souza Cunha, Geraldo Pereira Gonçalves e Manoel Marques Brandão.
A capela foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1898 e, em razão da população do lado esquerdo do rio se constituir em sua maioria de pescadores, marítimos, portuários e carpinteiros navais, dedicou-se à Nossa Senhora dos Navegantes, Santo Amaro e São Sebastião.
A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida do Rio de Janeiro por seu doador Manoel dos Santos Gaya, em 08 de setembro de l899; sendo entronizada em solene procissão.
A capela foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1898 e, em razão da população do lado esquerdo do rio se constituir em sua maioria de pescadores, marítimos, portuários e carpinteiros navais, dedicou-se à Nossa Senhora dos Navegantes, Santo Amaro e São Sebastião.
A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida do Rio de Janeiro por seu doador Manoel dos Santos Gaya, em 08 de setembro de l899; sendo entronizada em solene procissão.
No início de 1900, a instrução formal em Itajaí era fraca e as escolas eram particulares onde se ensinava a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, noções de gramática, ortografia e doutrina cristã. Em 1901 foi fundado o “Colégio Itajaí” à rua Pedro Ferreira, onde estudaram alguns navegantinos: Manoel Gaya Neto, Maria da Glória Gaya, Athanásio Joaquim Rodrigues (primeiro prefeito) e seus irmãos Onofre e José Rodrigues.
Em 1906 João Gaya, natural do Arraial dos Navegantes, era o Chefe Escolar do município de Itajaí .
Em 1906 João Gaya, natural do Arraial dos Navegantes, era o Chefe Escolar do município de Itajaí .
Em 1909 forma-se uma sociedade para criação e manutenção de uma escola “Liceu Infantil” no povoado de Santo Amaro, assim constituída: Diretor, João Gaya; Secretário, João Emídio da Silva; Tesoureiro, João Cardoso Sacavém; Assistente, Manoel Moreira Maia.
A educação do povoado, anteriormente e paralelamente a criação do Liceu , era ministrada por professoras particulares em suas residências. A primeira a dedicar-se ao mister foi a senhora MARIA CARLOTA VIEIRA, que viveu entre 30 de maio de 1871 até 23 de janeiro de 1940. Conhecida como “Sinhá Mestra”, casada com Fernando Caetano Vieira; era a mãe de um dos fundadores do município de Navegantes, Sr Francisco Marcelino Vieira. Foi professora da conhecida mestra Paulina Gaya.
ROSA MARIA XAVIER DE ARAÚJO foi a segunda professora particular de Navegantes. Nascida em 08 de agosto de 1871, faleceu em 03 de julho de l961, foi também professora nomeada pelo município de Itajaí, de onde era natural , trabalhando em Navegantes e Gravatá, onde o marido João Xavier de Araújo, a conduzia montada num burrico.
ROSA MARIA XAVIER DE ARAÚJO foi a segunda professora particular de Navegantes. Nascida em 08 de agosto de 1871, faleceu em 03 de julho de l961, foi também professora nomeada pelo município de Itajaí, de onde era natural , trabalhando em Navegantes e Gravatá, onde o marido João Xavier de Araújo, a conduzia montada num burrico.
PAULINA GAYA, segundo nossos historiadores, foi a terceira professora particular do município, era filha de Manoel dos Santos Gaya e irmã do Conselheiro João Gaya. Nasceu em Navegantes em 28 de março de 1890 e viveu até 26 de outubro de 1961. Foi aluna de Sinhá Mestra e concluiu seus estudos com distinção em Itajaí.
Em sua casa, preparou crianças e adultos em avançados estudos, principalmente os candidatos a oficiais da Marinha Mercante, sendo muito querida e respeitada pela categoria. Paulina Gaya permaneceu solteira, mas criou quatro sobrinhos órfãos.
As atividades econômicas do povoado de Santo Amaro eram a pesca no mar, e de bagre, no rio Itajaí-açu; os numerosos engenhos de farinha, as plantações de banana, mandioca, milho, feijão, cana-de-açúcar, café, arroz, batata-doce. Nas regiões mais arenosas plantavam caju, melancia e abóbora.
Muitas famílias criavam gado leiteiro, comercializando o leite em Itajaí, onde faziam a entrega a domicílio. Outras, que moravam nas imediações de Machados e Saco Grande (atual São Domingos) comercializavam a lenha em metro ou em achas, transportadas em carroças para o consumo dos fogões domésticos, para a torrefação de café de Pedro Bernardes e fábrica de papel, ambas de Itajaí.
A partir de 1880 começaram a chegar vapores maiores no modesto porto de Itajaí e começavam a se destacar os profissionais da carpintaria e marcenaria naval, verdadeiros artistas que entalhavam na madeira verdadeiras obras de arte como: João Coelho, Anastácio Vicente Coelho da Rocha, Joaquim José Rodrigues e seu filho Athanásio Joaquim Rodrigues. A família Coelho deu continuidade a esta arte profissional com nomes ilustres como de Joca Honorato Coelho, (um dos fundadores do Município) de José Olavo Coelho e Odécio Coelho.
A travessia do rio entre Itajaí e o antigo arraial do Pontal, era feita por bateras à remo ou à vela pelos próprios proprietários ou pelo “passageiro” Francisco Leite que fazia a condução da pequena população em bote ou barcaça, aguardando-os em uma casinha de palha á beira do rio, que era uma praia com trapiche porque ainda não havia cais.
Em l911 João Sacavém adquiriu por compra o direito de manter a passagem de pessoas e cargas em carroças através do rio. Posteriormente a passagem do rio foi passando para outros proprietários como os irmãos Bernardo e Manoel Gaya, que vendeu para o Cercal, em seguida para Arthur Gaya, que vendeu para Valdemar Vieira e este, para Leonel Seara, que em 1950 substituiu os botes por uma barca nova, coberta e motorizada. Leonel Seara vendeu a passagem para Otávio Búrigo e este para Joaquim Thiago Alves e seu sobrinho José Manoel Reiser. Sob esta administração, este serviço de Navegação em 1979 passa a ser feito através de moderno ferry-boat . Atualmente os proprietários são os Senhores Vandir Weidle e José Manoel Reiser.
Em l911 João Sacavém adquiriu por compra o direito de manter a passagem de pessoas e cargas em carroças através do rio. Posteriormente a passagem do rio foi passando para outros proprietários como os irmãos Bernardo e Manoel Gaya, que vendeu para o Cercal, em seguida para Arthur Gaya, que vendeu para Valdemar Vieira e este, para Leonel Seara, que em 1950 substituiu os botes por uma barca nova, coberta e motorizada. Leonel Seara vendeu a passagem para Otávio Búrigo e este para Joaquim Thiago Alves e seu sobrinho José Manoel Reiser. Sob esta administração, este serviço de Navegação em 1979 passa a ser feito através de moderno ferry-boat . Atualmente os proprietários são os Senhores Vandir Weidle e José Manoel Reiser.
Em 1880 houve uma grande enchente na região que destruiu praticamente pequeno porto de Itajaí, inviabilizando a entrada da barra que já era de difícil acesso. A navegação noturna era muito perigosa, fato que obrigou as autoridades da Marinha a fixar um farol em Cabeçudas em 1902.
A região de Itajaí é assolada em 1911 por outra grande enchente, fato que desencadeou em 1912 o início das obras de correção da entrada da barra pela COBRASIL; empresa que construiu uma estrada de ferro do lado de Itajaí e outra no lado de Navegantes, onde locomotivas transportavam vagões carregados de pedras extraídas da atual localidade de Pedreiras. Um rebocador chamado Iolo completava o trabalho lançando as pedras nos locais adequados para a formação dos molhes da barra.
Em 1928 o trabalho de perfuração das pedras para serem dinamitadas que era feito manualmente em Pedreiras, necessitou de energia elétrica para agilização. A companhia construtora fez contato com a Empresa Força e Luz e, através de um cabo aéreo, a eletricidade chegou à margem esquerda do rio, em Navegantes.
Homenageando a vocação marinheira, natural dos habitantes do povoado de Santo Amaro e, a devoção dedicada a Nossa Senhora dos Navegantes, em 17 de dezembro de 1912, pela Resolução de nº189, o Arraial passa a chamar-se Bairro de Navegantes.
Até 1946 o ensino escolar no bairro era mantido pela municipalidade de Itajaí, na Escola Mista do Bairro Nossa Senhora dos Navegantes, ano em que pelo Decreto nº3672, o interventor federal do Estado de Santa Catarina, cria o Grupo Escolar Profª Júlia Miranda de Souza. O estabelecimento inicia atividades no antigo escritório da COBRASIL, ocupando depois a casa de Dona Chica Emídio e posteriormente em 1949, passa a ocupar a sede da Colônia de Pescadores. Somente em 1955, por ato do então governador Irineu Bornhausen, o grupo escolar ganha uma sede oficial, em terras cedidas pelo Sr. Annibal Gaya, onde ainda está instalado, como centro irradiador de cultura.
Como bairro de Itajaí, Navegantes, apesar de fazer parte do perímetro urbano, pela situação geográfica, vivia em relativo abandono. As estradas eram precárias e estruturadas em areia e fragmentos de pedras brutas, aproveitadas dos resíduos deixados pelos trabalhos da COBRASIL. O cemitério que havia sido construído pelo povo em 1931, não recebia manutenção da prefeitura e, em épocas de chuvas mais intensas, a rede de valas que drenavam o bairro, transbordavam, abrindo verdadeiras crateras, devido a grande extensão, nas principais vias de acesso, onde permaneciam por meses seguidos sem receber os consertos indispensáveis. As ruas praticamente não tinham iluminação e, a qualidade da luz elétrica fornecida às residências era de baixa potência. A população menos esclarecida levava suas queixas às lideranças políticas do bairro, e estes, aos prefeitos de Itajaí, que pouco se sensibilizavam com a situação.
Enquanto bairro de Itajaí, o comércio não se desenvolvia, os estudos secundários inexistiam, não se dispunha de nenhum recurso de assistência à saúde e, a extensa e bela praia não recebia nenhum investimento, cuidado ou divulgação. Diante de tal situação, líderes de tradicionais famílias de Navegantes como Athanásio Joaquim Rodrigues e seu jovem sobrinho Onofre Rodrigues Júnior, os irmãos Vicente Coelho e João Honorato Coelho, Arnoldo Bento Rodrigues, Francisco Marcelino Vieira, Evaldo Reiser, e ainda, outros cidadãos que estavam radicados no município como Cirino Adolfo Cabral, Osório Gonçalves Vianna, João Henrique Reis, Olindo José Bernardes e Sebastião Andriani; formaram uma comissão com o objetivo de promover a emancipação política de Navegantes.
Enquanto bairro de Itajaí, o comércio não se desenvolvia, os estudos secundários inexistiam, não se dispunha de nenhum recurso de assistência à saúde e, a extensa e bela praia não recebia nenhum investimento, cuidado ou divulgação. Diante de tal situação, líderes de tradicionais famílias de Navegantes como Athanásio Joaquim Rodrigues e seu jovem sobrinho Onofre Rodrigues Júnior, os irmãos Vicente Coelho e João Honorato Coelho, Arnoldo Bento Rodrigues, Francisco Marcelino Vieira, Evaldo Reiser, e ainda, outros cidadãos que estavam radicados no município como Cirino Adolfo Cabral, Osório Gonçalves Vianna, João Henrique Reis, Olindo José Bernardes e Sebastião Andriani; formaram uma comissão com o objetivo de promover a emancipação política de Navegantes.
Esta determinada comissão promoveu reuniões e debates de esclarecimentos nas comunidades, reuniu assinaturas de populares e, apoiados pelo Deputado Elias Adaime, redigiram documento solicitando a emancipação política, que foi encaminhado à Câmara Municipal de Itajaí pelo então vereador Nilton Kucher. Após muitas sessões de discussão, em 14 de maio de 1962 pela Resolução Nº 2, o município é criado e consequentemente desligado de Itajaí. A Lei Estadual de criação é promulgada na Assembléia Legislativa sob o Nº 828 em 30 de maio de 1962.
A comunidade navegantina recebeu a notícia com muita festa e foguetório, rendendo seu reconhecimento aos fundadores.
A instalação oficial do município de Navegantes ocorreu na mesma data da instalação da nova Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes, no dia 26 de agosto de 1962. Contou-se com a presença em missa solene do Arcebispo D. Joaquim Domingues de Oliveira, que veio dar posse ao primeiro pároco Padre Gilberto Luiz Gonzaga; do então Governador do Estado, Dr. Celso Ramos; que além de instalar o novo município, deu posse ao primeiro prefeito Athanásio Joaquim Rodrigues, que exerceu o cargo provisoriamente até a realização da primeira eleição para prefeito, onde foi eleito o Sr. Cirino Adolfo Cabral, o qual tomou posse em 31 de janeiro de 1963.
Nas eleições de 1962, formou-se também a primeira Câmara Municipal de Navegantes, composta pelos vereadores: Osório Gonçalves Viana, pela UDN; Onofre Rodrigues Júnior, pelo PTB; Arnoldo Bento Rodrigues, pela UDN; Gildo Batista, pelo PTB; Manoel Dorval Costa, pela UDN; Manoel Antônio Coelho, pelo PSD; e Nereu Liberato Nunes, pelo PSD.
A caminhada do novo município seguiu em um processo lento, mas contínuo e progressivo, onde cada liderança política acrescentou a sua parcela de contribuição. Enquanto o primeiro Prefeito (Athanásio) precisou trabalhar nas ruas com os operários, com ferramentas trazidas de sua casa, ocupou como sede da 1ª Prefeitura, uma pequena casa de madeira (situada na frente da Colônia de Pescadores) emprestada e equipada de papel e caneta pelo seu genro, o saudoso empresário Arthur Gaya; os prefeitos posteriores já foram organizando um plano para abertura de ruas, iniciaram o calçamento; impulsionaram a abertura do Aeroporto, e criaram a Bandeira de Município em 1970, reivindicaram a implantação da rede de abastecimento de água em1973 e o Ensino Médio em 1976; e a cidade ganhou o ferry-boat em 1979.
O processo de crescimento que começou tímido, foi se acelerando de tal maneira que atualmente, com uma população estimada em mais de 60000 habitantes, Navegantes tornou-se uma cidade de pulsante desenvolvimento, preferida pela qualidade de vida e possibilidades de emprego, já que dispõe do privilégio de estar ligada ao mundo por um dos mais modernos e bem equipados portos do país, contar com as linhas aéreas de um aeroporto de expressivo porte, sendo banhada por mais de 10 quilômetros de praia, receber turistas e empresários através de duas rodovias federais (BR 101 e BR 470); dispor de recursos de saúde tanto na rede pública, quanto na excelência de clínicas particulares; ser uma Comarca Judiciária, e ainda dispor de agências formadoras de Educação de Nível Superior, com possibilidades de especializações.
(Pesquisa da Professora Vilma Rebello Mafra, baseada na obra
"O Navegantes Que Eu Conto” de Didymea Lazzaris de Oliveira").
"O Navegantes Que Eu Conto” de Didymea Lazzaris de Oliveira").
A cidade:
Privilegiada pela natureza, a cidade de Navegantes nasceu voltada para o mar e logo foi colonizada por açorianos. Conta com um povo hospitaleiro e ostenta um dos mais belos balneários de Santa Catarina, com inúmeros pontos turísticos. Destaque para o Farol da Barra, com a entrada e saída de navios diariamente, o Aeroporto, e suas praias, que durante a temporada, recebem veranistas e turistas de todos os locais do país e até do exterior. O Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes recebe a visita de milhares de fiéis durante o ano. O carnaval atrai um número incontável de foliões pelo brilho, pela animação e pelo luxo. Para impulsionar ainda mais o desenvolvimento turístico e econômico, o poder público municipal vem investindo em obras de infra-estrutura e embelezamento da cidade.
DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO EM NAVEGANTES
Caracterização da área
Dados Gerais:
Unidade Federativa: Santa Catarina.
Messoregião: Vale do Itajaí.
Microrregião: Itajaí (Balneário Piçarras, Ilhota, Itajaí, Luiz Alves e Penha).
Distância da Capital do Estado: 92km.
Limites:
Ao norte com Penha e Balneário Piçarras, ao oeste com Ilhota e Luiz Alves, ao leste com Oceano Atlântico e Sul com Itajaí, separados territorialmente pelo largo rio Itajaí-Açu.
Ao norte com Penha e Balneário Piçarras, ao oeste com Ilhota e Luiz Alves, ao leste com Oceano Atlântico e Sul com Itajaí, separados territorialmente pelo largo rio Itajaí-Açu.
Superfície:
Área de 111,461km² com 456,6 habitantes/km².
Área de 111,461km² com 456,6 habitantes/km².
Vegetação:
Predominantemente Mata Atlântica Tropical
Predominantemente Mata Atlântica Tropical
Climas e Condições Metereológicas:
Subtropical mesotérmico úmido com oscilações entre 18ºC e 30ºC
Relevo:
Latitude: 26º53’56” sul
Latitude: 26º53’56” sul
Longitude: 48º39’15” oeste
Altitude: 2 metros
Território predominantemente plano.
Hidrografia:
Ao norte, a divisa da cidade com o município de Penha é feita pelo Rio Gravatá.
Ascendente Rio Gravatá, o Ribeirão Guaporuma corta a região central do norte ao sul.
Ascendente do Ribeirão Guaporuma, o Ribeirão das Pedras divide os bairros Gravatá e Meia Praia.
Os bairros Gravatá e Meia Praia são divididos pelo Ribeirão das Pedras;
Ribeirão São Domingos é localizado na área centro sul da cidade que acompanha os primeiros quilômetros da BR 470;
Ribeirão São Domingos é localizado na área centro sul da cidade que acompanha os primeiros quilômetros da BR 470;
Rio Itajaí Açu é marco de divisa de Navegantes ao sul da cidade com Itajaí;
Ribeirão do Baú finda território de Navegantes ao Oeste com a cidade de Ilhota;
O Rio Luiz Alves é o divisor de terras de Navegantes e Luiz Alves;
Ao leste cercado pelo Mar (Oceano Atlântico).
Ribeirão do Baú finda território de Navegantes ao Oeste com a cidade de Ilhota;
O Rio Luiz Alves é o divisor de terras de Navegantes e Luiz Alves;
Ao leste cercado pelo Mar (Oceano Atlântico).
Acessos:
Ao norte pela Rodovia Ivo Silveira;
Ao norte pela Rodovia Ivo Silveira;
Ao leste por mar;
Ao sul pelo Rio Itajaí Açú. Terminais Portuários e Terminal de Ferry Boat;
Ao oeste pelas Rodovias BR 101 e BR 470.
Bairros por Regiões:
Gravatá – Meia-Praia – Pedreiras;
Centro – São Domingos - São Pedro;
Nossa Senhora das Graças ( Loteamento Jardim Paranaense) - Machados (Comunidade Porto das Balsas) – São Paulo;
Volta Grande – Núcleo Hugo de Almeida – Escalvados – Escalvadinhos – Porto Escalvado.
Localidades: Escalvândia, Garuva, Garuvinha, Queimadas, Areias e Nova Descoberta.
FATORES PSICOSSOCIAIS:
População:
Gentílico: Navegantino ou dengo-dengo.
Gentílico: Navegantino ou dengo-dengo.
Colonização: Açoriana
Numeração: 60.588 - habitantes
Camboriú
História
A colonização em Camboriú aconteceu na segunda década do século XIX, com Baltazar Pinto Corrêa, natural da cidade de lamego, Concelho de Viseu, norte de Portugal. Inicialmente ele veio para Porto Belo. Provavelmente chegou aqui em 1821. Ele requereu uma carta sesmaria para ocupar uma gleba de terra e iniciar um povoamento, que segundo o Historiador José Boiteux, seu contemporâneo, Baltazar deu o nome de Freguesia do Bom Sucesso.
Ele recebeu a carta de sesmaria no dia 26 de setembro de 1826, depois de passar longos anos embaraçada na cretina burocracia do Coroa no final do governo de D. João VI. Essa colonização iniciou no Canto Norte da Praia, conforme revela a carta de sesmaria, depois seguiu para a Localidade hoje conhecida como “Barra” onde foi criado o Município de Camboriú.
Outros vieram mais tarde, sempre atraídos pela fertilidade das terras. Destacamos o colonizador Alferes da Guarda Nacional, Tomaz Francisco Garcia, o primeiro a estabelecer-se com sua família e escravos, na atual cidade, a que, por longos anos, chamaram "Garcia", em homenagem ao seu fundador.
Pertencente, de início, a Porto Belo, integrou mais tarde o território de Itajaí, até a data de sua emancipação, o que se verificou através da Lei n º 1.076, de 05 de abril de 1884. A instalação do município ocorreu em 15 de janeiro de 1885. "Barra", foi inicialmente sede do município, mas a "Vila Garcia" , hoje Cidade de Camboriú, dado o seu crescente progresso, superior a, "Barra", passou a ser o centro administrativo a partir de 1890.
0 nosso hoje Município de Camboriú foi primeiramente denominado de Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Camboriú ser elevada à categoria de Vila, passando a ser chamada de Vila de Camboriú.
Devido ao nome do Balneário Camboriú, é chamado, pelos novos habitantes, de Camboriú Velho. Foi Distrito pela Lei Provincial nº 292, de 26 de abril de 1849, com o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Camboriú e, Município de Camboriú, pela Lei Provincial do Governador Dr. Francisco Luiz da Gama Roza, n º 1.076, de 5 de abril de 1884. 0 Município foi instalado em 15 de janeiro de 1885.
0 significado do nome Camboriu é de origem guarani e vem do termo original CAMBORIGUASSU. Segundo documentos datados desde 1501, conforme nos revela Luís da Câmara Cascudo em sua obra mais espetacular, Cambori era o termo que os autóctones usavam para denominar um peixe que hoje chamamos de robalo. O sufixo guassu ou guaçu, açu ou simpleste ú, significa grande. Tese essa sustentado pelos principais cientistas do século XIX, que estudaram a sua etimologia, entre eles, o botânico Francês August de Saint’Hilaire, Teodoro Sampaio entre outros.
Pela lei do menor esforço ou corruptela do linguajar popular num fenômeno que os gramáticos definem como “metaplasmo de supressão por síncope”, o termo foi aprimorado para Camboriú, nome que consta no autógrafo da lei 1076. Mais tarde eruditos como vigários e escrivães, aprimoraram para Camboriú, termo definitivo.
Fontes
Texto: Isaque de Borba Corrêa.
Texto: Isaque de Borba Corrêa.
Curiosidades
- Pedro Saut foi o primeiro prefeito eleito de Camboriú por um processo democrático?
- O significado do nome Camboriú é de origem Tupi-Guarani, e sendo assim a grafia deveria ser Camboriru.
- O município de Camboriú foi denominado primeiramente de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Camboriú, depois Vila da Barra e Vila do Garcia.
- Os indígenas inspiraram-se no relevo da Pedra Branca, morro que lembra um seio de mulher e é visível de diversos pontos do município.
- O dia 21 de maio de 1887, 4º mês do governo Joaquim José Rebello, todo arquivo municipal foi roubado da sede municipal localizada na Barra.
- Considera-se como início do povoamento em Camboriú a chegada dos colonizadores Baltazar Pinto Corrêa e Antônio Rosa em 1758.
- O município de Camboriú foi instalado no dia 15 de janeiro de 1885. Como se vê, muito próximo da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.
Fonte:
Livro: Sem História Não Dá. E assim se fez Camboriú/1997. Autor: José Angelo Rebelo.
Livro: Sem História Não Dá. E assim se fez Camboriú/1997. Autor: José Angelo Rebelo.
Informações:
- Data de fundação - 05 de abril de 1884.
- Data festiva - 05 de abril (aniversário da cidade) e 17 de abril (Festa dos Gideões).
- Principais atividades econômicas - Extrativismo de granito, agricultura, turismo e comércio.
- População - 57.000 habitantes.
- Colonização - Açoriana.
- Principais etnias - Açoriana.
- Localização - Litoral Norte, a 65km de Florianópolis.
- Área - 211,6 Km2.
- Clima - Mesotérmico úmido, com temperatura média entre 18ºC e 29ºC.
- Altitude - 8m acima do nível do mar.
- Cidades próximas - Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, Florianópolis, Blumenau, Porto Belo, Navegantes.
Onde fica a cidade?
Camboriú está às margens da BR-101, a 3km de Balneário Camboriú.
Limites do Município
- Norte: Balneário Camboriú
- Sul: Canelinha, Itapema e Tijucas
- Leste: Balneário Camboriu e Itapema
- Oeste: Busque e Itajaí
Área Geográfica e territorial
0 Município possui uma área de 211,60 Km2, situado na Região da Foz do Rio Itajaí, a uma latitude de 27º 01'31"longitude 48º39'16", e altitude de 8,00 metros.
Penha
Berço nativo dos índios Carijós, o marco inicial do povoado foi a construção da Capela de São João Batista, em 1.759 no local denominado Itapocoroy (derivado do guarani "Itapocorá", cujo sentido define como sendo "parecido com um muro de pedra").
A região de Penha foi colonizada a partir do século XVIII com a invasão pelos espanhóis da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis), por pescadores portugueses - na maioria açorianos - fugindo dos invasores e que procuravam novos locais para a caça e beneficiamento de baleias. A Armação do Itapocoroy tornou-se então sede, na época, de uma das maiores armações baleeiras do sul do Brasil.
A comunidade de Itapocoroy, por ter "status" de armação baleeira e sendo, portanto, um empreendimento particular, não pode ser elevada à freguesia durante o período em funcionamento como empreendimento empresarial.
Uma nova comunidade, criada a seis quilômetros da Armação por moradores deslocados de núcleos de Itapocoroy, teve progresso suficiente para ser elevada à categoria de freguesia em 23 de março de 1839, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocoróy. No século XIX a caça da baleia entrou em crise e foi substituída pela pesca artesanal e comércio rudimentar como subsistência.
Uma nova comunidade, criada a seis quilômetros da Armação por moradores deslocados de núcleos de Itapocoroy, teve progresso suficiente para ser elevada à categoria de freguesia em 23 de março de 1839, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocoróy. No século XIX a caça da baleia entrou em crise e foi substituída pela pesca artesanal e comércio rudimentar como subsistência.
Penha assume em definitivo a liderança como a sede da comunidade
No dia 21 de junho de 1958 foi elevada à categoria de município, efetivamente instalado em 19 de Julho do mesmo ano.
Os primeiros dados populacionais são de 1840, quando tinha 1.640 habitantes e no século atual, em 1920 tinha 4.830 habitantes
Seu desenvolvimento turístico teve início na década de 70 e hoje sua população gira em torno de 20 mil habitantes, chegando a passar dos 100 mil durante a temporada de verão. Uma nova fase do Município começou a ser vivida com a instalação do Beto Carrero World - maior parque temático da América Latina e quinto do mundo.
Os primeiros dados populacionais são de 1840, quando tinha 1.640 habitantes e no século atual, em 1920 tinha 4.830 habitantes
Seu desenvolvimento turístico teve início na década de 70 e hoje sua população gira em torno de 20 mil habitantes, chegando a passar dos 100 mil durante a temporada de verão. Uma nova fase do Município começou a ser vivida com a instalação do Beto Carrero World - maior parque temático da América Latina e quinto do mundo.
Penha, em expansão, vê surgir uma infra-estrutura na parte de hotelaria e restaurantes, enquanto cresce também a maricultura - cultivo de mariscos.
CRONOLOGIA HISTÓRICA
- 1715, fevereiro - Desembarque na Praia de Itapocoroy do Sargento Mor Manoel Gonçalves de Aguiar, com a missão de reconhecimento da costa catarinense, seguindo a pé até São Francisco do Sul, para capturar criminosos na região.
- 1739, 04 de outubro - O navio Senhor dos Perdões e Santana com contrabando de bebidas, é apreendido por tropas do Governador da Capitania de Santa Catarina, após descarregar centenas de barris de aguardente e vinho na enseada de "Tapocoroya". (denominação registrada do episódio).
- 1759, 27 de abril - Fundação da Capela de São João Batista, em Armação do Itapocoroy.
- 1777, fevereiro - A invasão espanhola da Ilha de Santa Catarina resulta também em uma invasão de gente nova em Armação de Itapocoroy; portugueses que foram obrigados a suspender a pesca da baleia na Ilha, escolheram Armação do Itapocoroy para abrigar o complexo para a captura e beneficiamento e de baleia, entrando em funcionamento no ano seguinte.
- 1820 - Visita do notável sábio francês Auguste de Saint"Hilaire em Armação de Itapocoroy, a quem dedicou um capitulo especial em seu livro "Viagem à Província de Santa Catarina".
- 1815, 30 de julho - O Arraial de Itapocoróy, então conhecido como Armação é elevado a Curato.
- 1825 - Construção da Capela Nossa Senhora da Penha,
- 1834 - Elevação a Distrito de São Francisco do Sul.
- 1835 - Criação do Distrito Judiciário, e o primeiro Juiz de Paz Luiz Rodrigues Ferreira.
- 1839, 23 de março - Criação da Freguesia de Nossa Senhora da Penha de Itapocoroy.
- 1860 - Designação de Penha, Distrito de Itajaí.
- 1900, 22 de novembro - Criação do Distrito Policial.
- 1958, 21 de junho - Conquistada a autonomia política, com a instalação do município em 19 de julho de 1958.
Aspectos Físicos e Territoriais
Região: Costa Verde e Mar
Município: Penha/ SC
Área: 58.783 km²(fonte: IBGE)
Data de criação: 21/06/1958
Data de instalação: 19/07/1958
Data de comemoração: 19/07
Município de origem: Itajaí
Altitude: 20 m
Latitude: 26°46 Longitude: 48°38
População: 21853 habitantes (15128 eleitores) (fonte: IBGE / ano 2008)
PIB: 179.101 (em milhões) (fonte: IBGE / 2005)
Área: 60,3 km2
Limites: ao Norte com Balneário Piçarras, ao Sul com Navegantes, ao Leste com o Oceano Atlântico e ao Oeste também com Balneário Piçarras.
Fonte: http://www.penha.sc.gov.br
Balneário Piçarras
O nome Balneário Piçarras vem das rochas de argila que se encontram em grande quantidade no subsolo do município. Trata-se do piçarro, ou piçarra. O município teve suas origens étnicas nos colonizadores paulistas e na povoação da Ilha de Nossa Senhora da Graça, em São Francisco do Sul.
Segundo o historiador José Ferreira da Silva, em História do Município de Penha (1958), na segunda metade do século XVIII, pescadores portugueses vindos de São Francisco do Sul desceram a costa em busca de baleias, na época, matéria prima da principal atividade econômica da região. Alguns desses desbravadores se fixaram no pedaço de terra do litoral catarinense que mais avança pelo mar, ao qual chamaram de Ponta do Itapocorói, região habitada pelos índios Carijó. A fartura de baleias e as condições marítimas e geográficas ideiais foram decisivas para que fundassem ali um povoado. Em 1777 nasce Armação do Itapocorói, núcleo inicial dos municípios de Penha e Piçarras. Vale esclarecer que armação era o nome que os portugueses davam para o local onde erguiam estruturas próprias para o manuseio da baleia.
A partir daí, os poucos moradores que já se espalhavam ao longo da costa passaram a ser visitados com mais freqüência por comerciantes que vinham do porto do Rio de Janeiro e retornavam com seus navios carregados de azeite, barbatanas e outros derivados da baleia, negociados em Armação. Essa efervecência econômica atraiu muitas famílias e em fins do século XVIII e início do século XIX os Vieira,Macedo, Silva Lima, Quadros, Pinto e Figueredo já configuravam o povoado de Piçarras.
Em 1820, passa por Piçarras o historiador francês August de Saint Hilaire, que registra suas impressões do lugar no livro "Viagem pela Provincia de Santa Catarina". Percorrendo as praias, descreve, avistam-se casas, de distância em distância, simples choças, e toda a zona fronteira ao mar é muito povoada, enquanto que para o interior há unicamente floresta. O território antes habitado por indígenas cede espaço ao colonizador açoriano.
Com a extinção progressiva da baleia, Armação perde espaço econômico e político para Penha. A região hoje compreendida pelo município de Piçarras passa, em 1839, a integrar a freguesia da Penha, subordinada a São Francisco do Sul. Mais tarde, em 1860, Itajaí assume o distrito de Penha e, portanto, Piçarras.
A emancipação política de Penha vem em 1958 e na mesma época Piçarras inicia um movimento para emancipar-se também, o que consegue cinco anos depois. A instalação da sede do novo município acontece em 14 de dezembro de 1963. Francisco Fleith assume a Prefeitura iniciando assim o município de Piçarras.
Em 2005, a população decidiu, por meio de um plebicito, acrescentar o termo "balneário" ao nome da cidade, o que, de acordo com os defensores da proposta, aumentaria a visibilidade turística da cidade.
Barra Velha
Barra Velha foi fundada no Século XIX pelo açoriano Joaquim Alves da Silva, um pescador de baleias. Joaquim ganhou as terras do Imperador D. Pedro I ao enviar para o Rio de Janeiro uma grande quantidade de óleo de baleia, utilizado para iluminação pública.
Barra Velha apresenta traços culturais de origem luso-açoriana e portuguesa continental, são exemplos disso, a Festa do Espírito Santo, farra do boi, o boi-de-mamão, o terno de reis, a cantoria do Divino. O principal evento cultural do município é a Festa Nacional do Pirão criada em 1997, que se solidificou como um grande evento turístico-cultural.
A cidade colonizada por açorianos ainda hoje conserva as características de uma típica vila de pescadores. Foi fundada em 7 de dezembro de 1961 e possui 19.474 habitantes (13.721 eleitores) (fonte: IBGE / ano 2009) em uma área de 142,4 Km², chegando a ultrapassar 100 mil pessoas na alta temporada. O clima é úmido e a temperatura subtropical.
Barra Velha é uma cidade que apresenta vocação natural para o turismo. Todos os anos na temporada de verão, a praia se agita e o movimento de turista é grande na cidade. As atividades econômicas que mais se destacam São o turismo e a pesca.
Um dos balneários mais procurados durante o verão pela beleza das praias, Barra Velha é conhecida também pela rotina de cidade pesqueira e pelo espetáculo dos barcos na areia ao amanhecer.
Data de fundação - 07 de dezembro de 1961
- - Data festiva - 07 de dezembro (aniversário da cidade)
- - Principais atividades econômicas: As principais atividades econômicas de são a pesca, a agricultura e o turismo
- - População - 19.474 habitantes (13.721 eleitores) (fonte: IBGE / ano 2009)
- - Colonização - Açoriana
- - Gentílico: barra-velhense
- - Principais etnias - Açoriana
- - Clima - Temperado quente, com média de temperatura entre 16º C a 27º C
- - Voltagem: 220 Volts
São João do Itaperiú
Habitado por índios Guarani que aqui se instalaram, recebeu seus primeiros colonizadores por volta de 1810, formados por açorianos e italianos, que então fundaram a comunidade de Itaperiú, vindo mais tarde a se chamar São João do Itaperiú (de origem indígena, que significa pedra em parte baixa do terreno alagado pelas águas de um rio em forma de U). De costumes modestos e sentimento religioso sempre presente, em 1916 foi construída a primeira capela com nome e imagem de São João Batista, elevado Padroeiro da localidade. Boa parte do passado histórico da antiga localidade, hoje Município de São João do Itaperiú, não está registrada em documentos legais, mas sim na memória dos moradores mais antigos e foram repassadas para as gerações posteriores. Por volta de 1965 o Governo liberou verbas para empréstimos aos agricultores, quando houve grande produtividade e a queda dos preços não possibilitou aos agricultores o pagamento de suas dívidas. Por isso, muitos dos agricultores tiveram que vender suas terras e migrar para centros maiores, momento em que houve grande êxodo rural em São João do Itaperiú. Inicialmente o município era ligado a Araquari, depois fazendo parte de Barra Velha, e somente a partir de 1965 passou à condição de distrito. Depois de muitos anos de luta, e por receber pouca assistência do Município Sede, um grupo de pessoas se uniu em torno da conquista de sua independência. A emancipação de São João do Itaperiú ocorreu em 29 de Março de 1992, através da Lei nº 8.549, sancionada pelo então Governador Vilson Pedro Kleinubing. No dia 03 de outubro do mesmo ano, através de eleição direta, elegeram-se para compor o Poder Executivo, o Prefeito José Acácio Delmonego e o Vice-Prefeito Alzerino Bernardes, e para a primeira legislatura do Poder Legislativo os Vereadores Acácio Aguiar, Afonso José Delmonego, Antonio João Rodrigues, Antonio Vicente Souza, Evaldo Pauli, João José Florindo, José Márcio Ramos (primeiro Presidente da Mesa Diretora), Nilo Arapehi Fernandes Neto e Romão Pereira Borges, sendo o Município definitivamente instalado administrativamente no dia 1° de Janeiro de 1993. São João do Itaperiú possui extensão territorial de 152 Km² e população estimada de 3.426 habitantes (IBGE/2009).
O município fica nas proximidades do litoral, com distancia de 8 km do Município de Barra Velha, a área de 151,48 km2 do município de São João do Itaperiú é dividida na maior parte por pequenas e médias propriedades, onde se cultiva na maioria banana e arroz. Tem destaque também a extração de madeira e a produção de farinha. A cidade possui dois grandes frigoríficos. As belezas naturais se espalham em todo município, como rios de águas límpidas, belas cachoeiras e grandes áreas de mata nativa.
Fonte: http://www.sji.sc.gov.br
Luís Alves
"Em agosto de 1877 partiam da Itália os primeiros italianos destinados à recém-criada "Colônia Luiz Alves", fundada neste ano, às margens do rio de mesmo nome, afluente do Itajaí-Açu. No dia 10 de novembro de 1877, ocorreu o desembarque de 311 imigrantes italianos no Porto de Itajaí, vindos do Rio de Janeiro. Dos desembarcados, 79 optaram pela colônia. Os demais permaneceram em Itajaí e insistiam na preferência pela Colônia Brusque. No barracão dos imigrantes, através do intérprete, eram negociados os lotes e acertados os acordos com o Inspetor de Terras, representante da Província e o agente colonizador. (...) Júlio Grothe, responsável pelo núcleo colonial de Luís Alves, num de seus relatos, escreveu que no dia 23 de novembro teve início uma jornada rio acima.
Em duas embarcações, de propriedade de João Marçal Bastos, os 79 imigrantes italianos (homens, mulheres e crianças) partiram do Itajaí Mirim, onde estavam alojados e naquelas embarcações, empurradas a varejão, subiram o Itajaí-Açu. Nas imediações de Ilhota, entraram na barra do rio Luís Alves. As balsas encaminharam-se para o Rio do Peixe, localidade à foz do mesmo nome, onde, em terras de João Mafra, havia um porto para transporte de madeira. Passando pela foz do Ribeirão das Canoas, as balsas chegaram às proximidades do "Salto Grande".
Neste local a viagem foi interrompida porque o rio era intransitável devido às inúmeras quedas. Iniciaram outra jornada, sempre margeando o rio, pelo picadão da mata, em terras de Antônio Pereira Liberato, que os levaria onde estava construído o galpão para imigrantes, com 45 metros de comprimento e 9 de largura, depois mais 15, fechado com tarimbas, com a capacidade para abrigar até 500 pessoas. Esse trajeto foi feito a pé. Os animais cargueiros auxiliavam no transporte dos pertences, como descreveu Júlio Grothe, em seu ofício de 20 de julho de 1877 ao Governo Provincial.
No dia 29 de novembro de 1877 chegaram os 79 italianos na sede do núcleo colonial, no barracão que ficava numa clareira aberta na mata virgem, na confluência dos rios Luís Alves e Serafim.
Em 05 de dezembro de 1877 chegaram ao mesmo galpão mais 100 italianos. Esses se juntaram aos outros 79 e, no dia 10 de dezembro, todos foram encaminhados para o Braço Direito e o Primeiro Braço do Norte, à margem esquerda do rio Luís Alves." BOHN, Pe. Antônio Francisco - "Colônia Luiz Alves": Povoamento Italiano e Catolicismo de Imigração: 130 anos de história (1877-2007).Blumenau: 3 de Maio, 2007. p. 5-6
Outras informações de acordo com Oliveira, Didymea Lazzaris de, POR UM PEDAÇO DE TERRA - LUÍS ALVES, sua colonização a partir de 1877, Editora Univali, 1997.História.
O grupo de 79 imigrantes italianos era composto por bergamascos e mantovanos (ou mantuanos).
Dentre os 311 imigrantes que chegaram ao porto de Itajaí em 10 de novembro de 1877, havia não somente italianos, mas também austríacos.
No dia 22 de dezembro de 1877 chega o terceiro grupo de imigrantes, composto por 49 austríacos e 2 alemães, que foram encaminhados para o Ribeirão Máximo, tomando posse dos terrenos em 30 de dezembro.
A Colônia era composta de 52 lotes, medindo cada um 275 X 1.100 metros.
Os principais problemas enfrentados pelos imigrantes foram: infestação de borrachudos, diarréia, calor, colônia distante das cidades vizinhas, abandono da colônia pelos dirigentes, colonização mista e sem planejamento, inexistência de líder interessado pelo progresso da colônia.
Em 09 de abril de 1880 a colônia foi extinta.
De 21 a 27 de setembro de 1880 houve uma grande enchente, que matou 25 pessoas, pois as casas eram construídas à beira dos rios. O governo prestou socorro apenas por dois meses. Com isso, muitas pessoas abandonaram a colônia.
Em 10 de outubro de 1902, Luís Alves passou a ser "Freguesia", em 13 de julho de 1903, a "Distrito", em 31 de março de 1938, a "Vila". Com a Lei Estadual nº. 348 aconteceu sua emancipação, em 18 de julho de 1958.
Data de criação da colônia: 1877
Data de emancipação política: 21/06/1958
Data de instalação da emancipação política: 18/07/1958
Data de comemoração: 18/07/1958
Lei de criação: Lei Estadual nº 348 - 21.06.1958
Município de origem: Itajaí
Colonização
A Colônia Luiz Alves foi colonizada por imigrantes italianos, mas aqui já havia famílias açorianas em menor número. Além destes imigrantes, também vieram alemães (segundo maior em número), austríacos, belgas, poloneses e franceses.
O nome Luís Alves
No livro "Colônia Luiz Alves": Povoamento Italiano e Catolicismo de Imigração: 130 anos de história (1877 - 2007)/ Pe. Antônio Francisco Bohn. - Blumenau: 3 de Maio, 2007, p. 30-31, o autor cita: "O nome Luís Alves provém de um dos moradores da barra do Itajaí-açu. Quando em 1842 Van Lede, engenheiro diretor da colônia belga de Ilhota explorou o rio, estava na casa desse cidadão assim chamado. Ele relata: 'A uma hora, achava-nos na confluência do Luiz Alves com o Itajaí. Ali morava o Dr. Luiz Alves, que deu seu nome ao rio.(...) A casa de Luiz Alves, construída na mesma encosta de um morro de grés na confluência do rio que tem o seu nome com o Itajaí Grande (Açu), acha-se situada num local encantador. (...) Às três horas, despedimo-nos de Luiz Alves e tornamos a embarcar...' (Van Lede, Charles. De la colonisation ao Brésil - La Province de Sainte Catherine - Mémoire historique, descritif, statisque et commerciel. Bruxelles: Librarie Polytecnique, 1843. Citado por vários autores, entre eles D'Ávila, Edison. Luís Alves - Breve Histórico de um Município Centenário. Itajaí: Museu Histórico, 1977)
Obs.:O nome é grafado LUIZ em todos os antigos documentos referentes a esta colônia, conforme Melchioretto, Joaquim - Luís Alves: o paraíso verde do vale, p.15.
Ilhota
Os mais antigos registros de colonização de Ilhota datam de 31 de março de 1842, quando iniciaram uma viagem de reconhecimento dos rios Itajaí - Açu e Itajaí Mirim, o engenheiro e pesquisador Charles Maximiliano Luiz Van Lede, Joseph Philippe Fontaine, geólogo Guilherme Bouliech e como guia o escrivão policial José Alves de Almeida.
Van Lede após anos de trabalho na América Latina retorna a Bélgica em 1841 com o interesse de fundar a Companhia Belga - Brasileira de Colonização, com a intenção de trazer colonos belgas para trabalhar na exploração das jazidas de minérios, comércio e agricultura em Santa Catarina.
Em 12 de fevereiro de 1842 parte para o Brasil na intenção de reconhecer as terras catarinenses para instalação de uma colônia e acertar um projeto de contrato colonial com o Governo Imperial Brasileiro.
Após uma expedição entre os rios Itajaí-mirim e Itajaí-açu que levou Van Lede até a região do ribeirão Itopava optam por estabelecer colônia na região de Ilhota "uma pequena ilha no rio".
Em 12 de fevereiro de 1842 parte para o Brasil na intenção de reconhecer as terras catarinenses para instalação de uma colônia e acertar um projeto de contrato colonial com o Governo Imperial Brasileiro.
Após uma expedição entre os rios Itajaí-mirim e Itajaí-açu que levou Van Lede até a região do ribeirão Itopava optam por estabelecer colônia na região de Ilhota "uma pequena ilha no rio".
Em 6 de julho de 1844, após adaptações ao projeto e com dificuldades de ganhar terras da província catarinense Charles Maximiliano Luiz Van Lede e os irmãos Lebon, adquiriram de uma área de 2150 ha. do Cura Padre Rodrigues, no local chamado Prainha; em 21 de novembro de 1844 adquiriram uma área de 1200 ha. de Dona Rita Luisa Aranha e em 2 de janeiro de 1845 compraram as terras do tenente coronel Henrique Flores uma área de 2150 ha.
Em 24 de novembro de 1844 os primeiros 90 colonos belgas desembarcaram numa pequena ilha, que se hoje existisse ficaria no meio do rio Itajaí - Açu exatamente defronte à igreja Matriz São Pio X. A ilha que originou o nome da cidade desapareceu depois da elevação do nível do rio, causando por duas grandes enchentes, em 1880 e 1911. Algumas árvores foram derrubadas para que fosse construído um enorme barracão onde as famílias passaram os primeiros dias na nova terra. O reconhecimento oficial da colônia belga catarinense ocorreu em 28 de julho de 1845 com a aprovação do projeto pela Câmara de Deputados.
A colonização do Braço do Baú, na margem esquerda, começou em 1886 com as famílias Nunes, Reichert e Zabel, segundo escreve a escritora Edltraud Zimmermann Fonseca, no livro Localidade do Braço do Baú. Em 30 de maio de 1846 Pierre Van Loo da cidade de Gant acumula um capital de 10.000 francos e contrata trabalhadores para em anexo a colônia de Van Lede introduzam o cultivo de linho no Brasil.
Em setembro do mesmo ano, decepcionadas com os rumos da colônia e engenheiro belga retornou definitivo à terra natal, encerrando as atividades da Companhia e deixando a administração da colônia nas mãos de Fontaine. Revoltados com a situação de miséria, os colonos pediram insistentemente a saída de Fontaine, o que viria a ocorrer somente dois anos depois. A historia que o ex administrador da colônia foi embora levando consigo documentos importante, assinados pelos colonos declarando recebido vários gêneros alimentícios, e até o sino da igreja trazido pelos belgas. A direção da colônia foi então entregue para Gustave Lebon. A partir daí, passou a ser considerada uma simples povoação. Van Lede responsável pela colonização de Ilhota morreu em 19 de julho de 1875 deixando o título da propriedade como legado ao hospital de Bruges, na Bélgica. Começava ai mais uma luta dos colonos pela legalização de suas terras.
A colonização do Braço do Baú, na margem esquerda, começou em 1886 com as famílias Nunes, Reichert e Zabel, segundo escreve a escritora Edltraud Zimmermann Fonseca, no livro Localidade do Braço do Baú. Em 30 de maio de 1846 Pierre Van Loo da cidade de Gant acumula um capital de 10.000 francos e contrata trabalhadores para em anexo a colônia de Van Lede introduzam o cultivo de linho no Brasil.
Em setembro do mesmo ano, decepcionadas com os rumos da colônia e engenheiro belga retornou definitivo à terra natal, encerrando as atividades da Companhia e deixando a administração da colônia nas mãos de Fontaine. Revoltados com a situação de miséria, os colonos pediram insistentemente a saída de Fontaine, o que viria a ocorrer somente dois anos depois. A historia que o ex administrador da colônia foi embora levando consigo documentos importante, assinados pelos colonos declarando recebido vários gêneros alimentícios, e até o sino da igreja trazido pelos belgas. A direção da colônia foi então entregue para Gustave Lebon. A partir daí, passou a ser considerada uma simples povoação. Van Lede responsável pela colonização de Ilhota morreu em 19 de julho de 1875 deixando o título da propriedade como legado ao hospital de Bruges, na Bélgica. Começava ai mais uma luta dos colonos pela legalização de suas terras.
A criação de distrito de Ilhota aconteceu em 26 de agosto de 1930, por intermédio do requerimento apresentado pelo deputado Marcos Konder. A instalação ocorreu em 14 de fevereiro de 1931. O primeiro Intendente foi Pedro Faustino Nunes. O distrito pertenceu ao município de Itajaí até 21 de julho de 1958, quando por força de lei estadual 348 foi levada a categoria de município. O primeiro prefeito (provisório) foi Guilherme Alípio Nunes.(EXCLUIR tendo sido sucedido por Teodoro Zimmermann). O primeiro prefeito eleito foi José Köehler, que ficou no poder de 31 de janeiro de 1959 a 31 de janeiro de 1964.
Dados
- Data de criação da colônia: 28/07/1845
- Data de emancipação política: 21/06/1958
- Data de instalação da emancipação política: 18/07/1958
- Data de comemoração: 21/06
- Lei de criação: 348 - 21.06.1958
- Município de origem: Itajaí
O município de Ilhota faz parte da região do Baixo Vale do Itajaí. Situa-se numa posição estratégica devido a proximidade com o Porto de Itajaí, Aeroporto de Navegantes e entre grandes centros industriais e turísticos como Blumenau e Balneário Camboriú.
- Microrregião: Foz do Rio Itajaí
- Secretaria Regional: Blumenau
- Localização geográfica: Longitude 48°49'38" oeste / Latitude 26°53'59" sul
- Área: 253,9 Km²
- Altitude: 15 m
- População: 12.149 habitantes (Fonte: IBGE-2009)
Fonte: http://www.ilhota.sc.gov.br
Gaspar
Para podermos compreender Gaspar de uma forma melhor, é preciso que se registre tudo desde o começo, e este começo nos leva a pré-história, quando o território catarinense era ocupado por grupos humanos a partir de 5.500 a.C. Depois vieram os índios, e segundo Baptista (1998, p.11) "... a população de índios carijós foi dizimada no litoral sul, no primeiro século de conquistas européias".
A autora também nos mostra que no século XVIII os índios Xoclengs refugiavam-se nas matas tropicais das encostas e vales da região, e a partir do século XIX eles foram perdendo seu território, dando cada vez mais lugar para o progresso da nação brasileira. Infelizmente foram incapazes de aproveitar os recursos oferecidos pela floresta e pelo rio e viviam apenas da caça e da coleta. Dormiam ao relento, sob a copa das árvores, eram nômades e as mulheres produziam cerâmicas, enquanto os homens, cestaria.
Mas a este território indígena começaram a chegar novos habitantes: o homem branco, o colonizador, e a história do nosso Estado aponta que estes brancos, os primeiros a chegar, estabeleceram-se nas terras do Itajaí-Açu.
Não se pode esquecer de citar a forte influência belga na colonização de Gaspar. Conforme informações da Prefeitura Municipal de Gaspar, em 1835 começaram a chegar os primeiros imigrantes de origem germânica que influenciaram grandemente a cultura gasparense e impulsionaram o seu desenvolvimento econômico.
Em 1875 começam a chegar os imigrantes de origem italiana contribuindo também com a formação cultural do gasparense. Em 1880 Blumenau foi elevada à categoria de cidade e Gaspar passou a ser seu Distrito.
Na década de 1930, lideranças locais mobilizaram-se, encontrando apoio nas esferas Federal e Estadual, conquistaram a emancipação política, sendo instalado o Município de Gaspar em 18 de março de 1934, tendo Leopoldo Schramm como primeiro prefeito. Gaspar hoje está em transformação. Busca diversificar sua economia, uma vez que a cidade possui deslumbrantes atrativos naturais e inúmeros vales, que junto com a riqueza e a diversidade cultural de sua gente darão sustentação a este desenvolvimento.
Como curiosidades sobre Gaspar podemos citar o único relógio instalado na América que, com uma só máquina, movimenta oito mostradores. É o relógio da Igreja Matriz. Gaspar também tem a peculiaridade de formar religiosos (bispos, padres e freiras), e preserva em áreas distintas seus costumes próprios, divididos por etnias: os alemães ficam ao norte do município, os italianos ao sul e os açorianos ao leste.
A cidade também se destaca nos esportes aéreos, haja vista possuir uma das melhores rampas para decolagem de parapente da região e pista asfaltada para ultraleves e até mesmo pequenas aeronaves, além de oferecer anualmente o maior festival de Aeromodelismo do país.
- Fundação da Colônia: 1835;
- Emancipação Política: 18/03/1934;
- Colonização: Alemã, Italiana e Açoriana;
- População: 57.958; IBGE 2010
- Eleitores: 35.702;
- Área: 386,35 Km²;
- Sendo: 40 Km² aprox. - área urbana;
- 346,35 Km² aprox. - área rural;
- Principais Atividades Econômicas: A indústria é a principal fonte de economia do município, seguida do comércio, turismo e agricultura, em que se destaca a cultura do arroz;
- Posição Geográfica: Latitude S. - 26°55"53%u201D;
- Longitude W. %u2013 48°57"32%u201D;
- Limites Geográficos: Norte: Massaranduba, Luis Alves e Ilhota
- Sul: Brusque e Guabiruba
- Leste: Ilhota e Itajaí
- Oeste: Blumenau;
- Vias de Acesso: BR-470, BR-101, SC-470, SC-411;
- Altitude: 18m acima do nível do mar;
- Clima: Temperado, com temperatura média de 23°C. No verão a temperatura chega a 39°C;
- Relevo: Composto por planícies - situadas próximas ao Rio Itajaí %u2013 Açu.
- Serras - situadas nos extremos norte e Sul;
- Ponto mais alto do município: Morro do cachorro (divisa entre Gaspar, massaranduba e Luis Alves);
- Coeficiente FPM: 2,2;
- Índice ICMS: 0,73759;
- IDH Municipal: 0,832.
Fonte: http://www.gaspar.sc.gov.br
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Compilação das resenhas : Telmo José Tomio – telmotomioosm@yahoo.com.br

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